Extensão
Fisioterapia
Estácio de Sá
DIAGNÓSTICO E TEORIZAÇÃO
1.1 - Identificação das partes envolvidas e parceiros
Serão envolvidos profissionais da área da saúde com formação em fisioterapia e estudantes universitários em formação na área. O público participante será composto por membros da comunidade local que apresentem alguma queixa relacionada à sua funcionalidade física, abrangendo diferentes faixas etárias e níveis socioeconômicos. A quantidade estimada de participantes será definida com base na capacidade de atendimento e na demanda observada na comunidade.
Exemplo:
Nesta atividade de extensão, as partes envolvidas incluem estudantes de fisioterapia, professores orientadores e membros da comunidade local que buscam orientação sobre sua saúde e movimento. Os parceiros podem ser unidades básicas de saúde, centros comunitários ou associações locais que facilitem o acesso e a organização dos participantes. O público-alvo é a comunidade em geral, com foco em indivíduos que apresentem dificuldades de locomoção, dores crônicas ou limitações em suas atividades diárias, buscando identificar a necessidade de uma avaliação cinético-funcional para melhorar sua qualidade de vida.
1.2 - Situação-problema identificada
Muitos indivíduos na comunidade apresentam dificuldades em realizar tarefas cotidianas devido a dores, limitações de movimento ou fraqueza muscular, sem um conhecimento claro sobre a causa ou como buscar ajuda. A falta de acesso a avaliações detalhadas e orientações personalizadas contribui para a perpetuação dessas queixas e para a diminuição da qualidade de vida.
Exemplo:
Observa-se na comunidade uma parcela significativa de idosos com dificuldade para se levantar de cadeiras, subir escadas ou caminhar por longos períodos, resultando em isolamento social e dependência. Há também relatos de trabalhadores que sofrem com dores nas costas e ombros devido à natureza de suas ocupações, mas que não buscam ajuda profissional por desconhecimento ou falta de recursos. Essas situações indicam uma necessidade de avaliação e orientação sobre o funcionamento do corpo.
1.3 - Demanda sociocomunitária e motivação acadêmica
As dificuldades de locomoção e as dores crônicas impactam diretamente a independência, a participação social e a capacidade de trabalho dos membros da comunidade, afetando seu bem-estar geral e sua autonomia. Os conteúdos estudados na disciplina de Avaliação Cinético-Funcional, como anamnese, exame físico e compreensão da Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF), fornecem as ferramentas necessárias para identificar as causas dessas limitações e propor estratégias de intervenção, promovendo assim uma melhora na saúde e na funcionalidade da comunidade.
Exemplo:
A dificuldade em realizar atividades básicas do dia a dia, como vestir-se ou cuidar da casa, limita a autonomia e a participação social dos idosos, gerando frustração e dependência. Para os trabalhadores com dor, a limitação funcional pode afetar sua capacidade de sustento e gerar afastamentos. O conhecimento sobre anamnese permite coletar informações detalhadas sobre o histórico de saúde e os sintomas. O exame físico possibilita a identificação de alterações posturais, musculares e de movimento. A CIF oferece uma linguagem comum para descrever o impacto dessas condições na vida das pessoas, permitindo que os estudantes apliquem o conhecimento acadêmico para ajudar a comunidade a compreender e superar suas limitações.
1.4 - Objetivos a serem alcançados em relação à situação-problema identificada
Realizar avaliações cinético-funcionais individualizadas para identificar as causas das limitações de movimento e dores na comunidade.
Oferecer orientações básicas sobre autocuidado e a importância da avaliação fisioterapêutica para a promoção da saúde e funcionalidade.
Promover a conscientização sobre a Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF) como ferramenta para entender o impacto das condições de saúde na vida das pessoas.
Exemplo:
Identificar em pelo menos 30 membros da comunidade as principais queixas relacionadas à dor e limitação de movimento através de anamnese e exame físico em um prazo de 4 semanas.
Prover a cada participante avaliado com um resumo compreensível de sua condição e orientações iniciais para alívio dos sintomas e melhora funcional, visando reduzir a necessidade de consultas de emergência em 15% em 6 meses.
Apresentar o conceito da CIF a pelo menos 50 membros da comunidade através de palestras educativas, buscando aumentar a compreensão sobre como a saúde e as limitações funcionais se relacionam com a participação na vida diária em um período de 3 meses.
2 - PLANEJAMENTO PARA DESENVOLVIMENTO DO PROJETO
2.1 - Plano de trabalho com cronograma das atividades
O que fazer: Realizar sessões de acolhimento e triagem na comunidade para identificar os participantes.
Quando fazer: Primeira semana do projeto.
Como fazer: Organizar um local de fácil acesso na comunidade, com mesas e cadeiras, e convidar os moradores para uma conversa inicial.
Para quem fazer: Membros da comunidade interessados em participar.
Onde fazer: Espaço comunitário previamente acordado.
O que fazer: Conduzir avaliações cinético-funcionais detalhadas.
Quando fazer: Semanas 2 a 5 do projeto.
Como fazer: Utilizar técnicas de anamnese, exame físico (inspeção, palpação, testes de movimento, força muscular, flexibilidade) e, se possível, demonstrações práticas.
Para quem fazer: Participantes selecionados na triagem.
Onde fazer: Local da comunidade com privacidade e espaço adequado.
O que fazer: Realizar encontros educativos sobre saúde e funcionalidade.
Quando fazer: Semanas 6 a 8 do projeto.
Como fazer: Apresentar informações de forma didática, utilizando recursos visuais simples e linguagem acessível sobre temas como postura, movimento, dor e a importância da CIF.
Para quem fazer: Todos os participantes e membros da comunidade interessados.
Onde fazer: Local da comunidade.
Exemplo:
O plano de trabalho inclui: 1) Identificação e mobilização da comunidade (Semana 1): Realizar visitas a centros comunitários e associações locais para apresentar o projeto e convidar os moradores, com o objetivo de cadastrar cerca de 50 potenciais participantes. 2) Realização de Avaliações Cinético-Funcionais (Semanas 2-4): Agendar horários para cada participante realizar a anamnese e o exame físico em um espaço cedido pela comunidade, com foco em membros superiores, inferiores e coluna vertebral. 3) Palestras Educativas e Orientação (Semanas 5-6): Promover encontros semanais onde serão abordados temas como a importância da avaliação cinético-funcional, técnicas básicas de autocuidado para dores comuns e introdução aos conceitos da CIF, adaptando a linguagem para o público. 4) Elaboração de Relatórios e Encaminhamentos (Semana 7): Documentar os achados de cada avaliação e, quando necessário, orientar os participantes sobre a busca por serviços de saúde adequados.
2.2 - Metodologia
A metodologia será baseada em atividades práticas e educativas, com foco na interação direta com a comunidade. Serão utilizadas técnicas de entrevista semiestruturada para a anamnese, observação clínica e aplicação de testes físicos padronizados para o exame do sistema musculoesquelético. As informações coletadas serão utilizadas para elaborar um relatório descritivo da condição funcional de cada indivíduo, e as orientações serão fornecidas de forma clara e acessível, incentivando a participação ativa do indivíduo em seu processo de saúde.
Exemplo:
A metodologia adotada envolverá: a) Abordagem direta e humanizada na comunidade para estabelecer confiança e receptividade. b) Aplicação da entrevista de anamnese focada em histórico de saúde, queixas de dor, limitações funcionais e hábitos de vida. c) Realização do exame físico segmentar, incluindo inspeção postural, avaliação de amplitude de movimento (goniometria), testes de força muscular manual e avaliação da marcha. d) Utilização de linguagem simples e recursos visuais (cartazes, demonstrações) para explicar os achados da avaliação e os princípios da CIF. e) Elaboração de um pequeno guia com exercícios básicos de mobilidade e alongamento, adaptado às necessidades gerais identificadas, para ser distribuído aos participantes.
2.3 - Avaliação dos resultados alcançados
A avaliação dos resultados será realizada de duas formas: pela percepção dos participantes sobre a utilidade da avaliação e das orientações recebidas, através de um pequeno questionário ao final da atividade, e pela observação dos estudantes sobre a aplicação dos conhecimentos adquiridos na prática. Espera-se que os participantes relatem uma melhora na compreensão de suas condições e se sintam mais motivados a buscar cuidados para sua saúde.
Exemplo:
A avaliação dos resultados será feita através de um questionário de satisfação aplicado aos participantes ao final de cada ciclo de atendimento, com perguntas sobre a clareza das informações recebidas, a utilidade da avaliação para entender suas limitações e a motivação para buscar cuidados adicionais. Será também realizada uma avaliação qualitativa das anotações dos estudantes sobre os principais aprendizados e desafios encontrados durante a aplicação dos procedimentos de avaliação cinético-funcional. O resultado esperado é que pelo menos 80% dos participantes relatem ter compreendido melhor sua condição de saúde e se sintam mais confiantes para procurar ajuda profissional quando necessário.
3 - ENCERRAMENTO DO PROJETO
3.1 - Evidências das atividades realizadas
Serão apresentadas fotografias das atividades de campo na comunidade, registrando os momentos de interação, as avaliações realizadas e as palestras educativas. Poderão ser incluídos vídeos curtos mostrando a dinâmica das avaliações e depoimentos de participantes (com autorização prévia). Cartas de agradecimento ou de reconhecimento da comunidade local, caso sejam fornecidas, também serão anexadas.
Exemplo:
As evidências incluirão um álbum de fotografias que documente as sessões de avaliação cinético-funcional, com imagens dos estudantes realizando a anamnese e os testes físicos nos participantes (respeitando a privacidade e o consentimento informado), bem como fotos das palestras educativas com a presença de membros da comunidade. Serão também anexadas cópias de autorizações de uso de imagem e depoimentos escritos de alguns participantes que expressem como a atividade contribuiu para sua compreensão sobre saúde e funcionalidade. Caso a parceria com alguma instituição local tenha sido formalizada, uma carta de apresentação ou de agradecimento dessa instituição poderá ser incluída.
Termo de Responsabilidade
Atesto, para os devidos fins, que a Atividade de Extensão foi realizada com a participação efetiva da comunidade no local descrito e conforme relato apresentado no Laboratório de Extensão da Sala de Aula Virtual, gerando texto de autoria própria e sendo entregue dentro do prazo estabelecido no calendário acadêmico vigente.
Nome completo
Local de realização da atividade de extensão
Telefone de contato

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