Pular para o conteúdo principal

SONDA ORO/NASOGÁSTRICA

 Manual de procedimentos Sumário HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS 2 AVALIAÇÃO DE PARÂMETROS VITAIS 6 COLOCAÇÃO E RETIRADA DE LUVA ESTÉRIL 11 ASPIRAÇÃO DE VIAS AÉREAS 15 SONDAGEM NASOGÁSTRICA/OROGÁSTRICA E NASOENTERAL/OROENTERAL 20 CURATIVOS DE LESÕES POR PRESSÃO 25 CATETERISMO VESICAL DE DEMORA 31 CATETERISMO VESICAL DE ALÍVIO 34 ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS 36 ANEXO I - Checklist de materiais para treinamento de habilidade 43 ANEXO II - Roteiro para avaliação da habilidade 43 HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS Professor responsável: Luciene Smiths Primo Alunos: Ketelin Bauer Rodrigues Conceito: É um termo geral que refere-se a ação de limpeza das mãos com um método sensível e efetivo para a prevenção das infecções, que pode ser realizada friccionando as mãos com preparação alcoólica ou higienizando com água e sabonete. É indicado realizar a higiene as mãos para proteção do paciente, evitando a transmissão de microrganismos oriundos das mãos dos profissionais de saúde: ● Antes do contato com o paciente; ● Antes de realizar procedimentos assistenciais e manipular dispositivos invasivos; ● Antes de calçar luvas para inserção de dispositivos invasivos que não requeiram preparo cirúrgico; ● Ao mudar de um sítio corporal contaminado para outro, limpo, durante o cuidado ao paciente. E para proteção do profissional de saúde e das superfícies e objetos imediatamente próximos ao paciente, evitando a transmissão de microrganismos do próprio paciente: ● Após contato com paciente; ● Após risco de exposição a fluidos corporais; ● Após contato com objetos inanimados e superfícies imediatamente próximas ao paciente; ● Antes e após a remoção de luvas. Materiais: ➢ Higiene das mãos utilizando água e sabão: Água corrente Sabão Papel toalha Fotos ➢ Higiene das mãos utilizando a preparação alcoólica: Álcool em gel ou álcool 70% fotos Descrição da técnica: Higiene das mãos utilizando água e sabão: ● Abrir torneira ● molhar com água ● aplicar na palma da mão quantidade suficiente de sabonete líquido ● Friccione as palmas das mãos entre si; ● Friccione a palma direta contra o torso na mão esquerda, entrelaçando os dedos; ● Friccione as palmas entre si com os dedos entrelaçados; ● Friccione o dorso dos dedos de uma mão na palma da mão oposta; ● Friccione em movimento circular o polegar esquerdo com auxílio da palma da mão direita e vice-versa; ● Friccione em movimento circular as polpas digitais e unhas da mão direita contra a palma esquerda, e vice versa; ● Enxague bem as mãos com àgua; ● Seque rigorosamente as mãos com papel toalha descartável; nossas fotos Higiene das mãos utilizando a preparação alcoólica: ● Aplique uma quantidade suficiente do produto em uma mão em concha, cobrindo toda a superfície; ● Friccione as palmas das mãos entre si; ● Friccione a palma direita contra o dorso da mão esquerda, entrelaçando os dedos, e vice versa; ● Friccione as palmas entre si com os dedos entrelaçados; ● Friccione o dorso dos dedos de uma mão na palma da mão oposta; ● Friccione em movimento circular o polegar esquerdo com auxílio da palma da mão direita e vice-versa; ● Friccione em movimento circular as polpas digitais e unhas da mão direita contra a palma da mão esquerda, e vice versa; nossas fotos Referências: BRASIL. Relatório Nacional do Projeto de Implantação Nacional da Estratégia Multimodal de Melhoria da Higiene das Mãos em Serviços de Saúde para a Segurança do Paciente – 2022-2023. [S.l.], 2023. HU-UFGD. Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados. Ministério da Educação. EBSERH. PRT nº01 da CCIRAS – Higiene das Mãos. 10ª edição. Publicado no Boletim de Serviço nº 255 de 03/05/2021, Portaria nº 42 de 20/01/2021. Dourados, 2021. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE; OMS SEGURANÇA DO PACIENTE. Manual de referência técnica de higiene das mãos: para ser usado por profissionais de saúde, instrutores e observadores de práticas de higiene das mãos. p. 31, 2009. POTTER, P. A.; Perry, A. G.; Stockert, A. S. Fundamentos de Enfermagem. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2024. E-book. ISBN 9788595159952.  https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595159952/epubcfi/6/2[%3Bvnd.vst.idref%3Dcover]!/4/2/2%4051:80 AVALIAÇÃO DE PARÂMETROS VITAIS Professor responsável: Jéssica Oliveira Tomberg Alunos: Ketlin Gossmann dos Santos Conceito Os sinais vitais são indicadores fundamentais da saúde e do bem-estar de um indivíduo. Eles fornecem informações cruciais sobre o funcionamento dos sistemas corporais e ajudam a detectar alterações no estado de saúde antes que se tornem problemas graves. Os sinais vitais são: temperatura, frequência respiratória, frequência de pulso, pressão arterial, dor. É indicado para avaliação do estado clínico do paciente, incluindo no monitoramento de rotina em consulta, situações de emergência, pré e pós-operatório, avaliação periódica nos ambientes hospitalares e ambulatoriais, além de suspeita de alterações clínicas e controle das doenças crônicas Temperatura corporal Materiais Bandeja; Algodão com álcool a 70% Termômetro digital ou eletrônico. Fotos Descrição da técnica: Reunir o material e testar o equipamento; Higienizar as mãos; Realizar a desinfecção do termômetro com o álcool a 70%; Colocar a extremidade do termômetro no centro da axila. Fazer o paciente abaixar o braço e mantê-lo junto ao corpo; Manter a extremidade na axila até escutar um sinal; depois retirá-la; Observar a temperatura registrada; Realizar a limpeza e a desinfecção do termômetro com álcool a 70% após contato com o paciente; Higienizar as mãos e registrar. Considerações A temperatura axilar é a mais utilizada, com temperatura corporal média em adultos saudáveis entre 35,5 e 37ºC. Pressão Arterial Materiais: Bandeja, Algodão com álcool, Esfigmomanômetro; Estetoscópio. Descrição da técnica: Reunir e verificar o material, Higienizar as mãos; Informar o paciente sobre o procedimento; Garantir repouso ao paciente de 3 a 5 minutos antes da aferição; Orientar a não conversar durante aferição; Expor o braço escolhido para verificar a pressão arterial, garantindo para as roupas não garrotearem o membro; Posicionar o manguito, sem deixar folgas no terço superior do braço do paciente, cerca de 2 a 3 centímetros acima da fossa cubital, após palpar a artéria braquial para identificar posição; Palpar a artéria radial e logo fechar a válvula e inflar o manguito até desaparecer o pulso radial, insuflar mais 20 a 30 mmHG (técnica palpatória); Posicionar as olivas do estetoscópio nos ouvido e o diafragma sobre a artéria braquial; Abrir a válvula lentamente, realizando a deflação, até auscultar o primeiro batimento, o qual irá corresponder a pressão sistólica; A partir desta fase abrir mais rapidamente a válvula e o último som auscultado corresponderá a pressão diastólica; Proceder à deflação rápida e completa; Realizar a desinfecção das olivas, diafragma do estetoscópio com algodão e álcool 70%; Realizar a desinfecção da bandeja; Higienizar as mãos e proceder aos registros; Considerações Ao verificar a pressão arterial é importante assegurar que o indivíduo não esteja com a bexiga cheia, que não tenha praticado exercícios físicos há pelo menos 60 minutos, que não tenha ingerido bebidas alcoólicas, café ou alimentos e que não tenha fumado nos 30 minutos antes da aferição da Pressão Arterial; Frequência respiratória Materiais: Relógio com segundos. Descrição da técnica: Higienizar as mãos; Informar o paciente sobre o procedimento; Observar os movimentos inspiratórios e expiratórios, os dois movimentos somam um movimento respiratório; Contar os movimentos respiratórios durante um minuto; Higienizar as mãos e proceder aos registros. Considerações Em pacientes conscientes, colocar o dedo indicador e médio no pulso radial, como se fosse controlá-lo, e observar os movimentos respiratórios sem que o paciente perceba; assim é possível contá-la sem alterações de ritmo e profundidade. Frequência de pulso: Materiais: Bandeja; Algodão com álcool a 70; Relógio com segundos Descrição da técnica: Reunir o material; Higienizar as mãos; Explicar o procedimento ao paciente; Posicionar o dedo indicador e médio sobre a artéria radial e perceber a pulsação; Iniciar  a contagem das pulsações durante um minuto; Higienizar as mãos e proceder a registros REFERÊNCIAS BARROS, Alba L. B L. Procedimentos de enfermagem para a prática clínica. Porto Alegre: Grupo A, 2019. E-book. ISBN 9788582715727. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582715727/. Acesso em: 02 set. 2024. PERRY, Anne G. Perry & Potter Guia Completo de Procedimentos e Competências de Enfermagem. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. E-book. ISBN 9788595158047. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595158047/. Acesso em: 02 set. 2024. COLOCAÇÃO E RETIRADA DE LUVA ESTÉRIL Professor responsável: Luciene Smiths Primo Alunos: Ketelin Bauer Rodrigues Conceito: É um equipamento de proteção individual utilizado em ambientes de assistência à saúde, pois assegura a assepsia adequada durante procedimentos invasivos que requerem técnica asséptica, servindo como barreira física. Materiais: 01 par de luvas estéril conforme o tamanho da mão; Descrição da técnica para colocação de luvas estéreis: Higienizar as mãos; Escolher numeração de acordo com tamanho das mãos; Colocar o pacote em uma superfície plana e limpa; Remover o invólucro externo da embalagem; Abrir a embalagem interna por meio das abas disponíveis, sem contaminar o conteúdo do pacote; Abrir as abas delicadamente, sem tocar as luvas para não contaminá-las; Identificar as luvas da mão direita e esquerda; Levantar a luva a ser colocada com a mão oposta, utilizando o polegar e o indicador para fazer uma pinça e tocando apenas na parte inferior da dobra do punho, chamada face interna da luva (coloque primeiro a luva na mão dominante, utilizando a outra mão para segurar somente a parte interna da luva); Calçar a luva com a palma da mão voltada para cima e os dedos unidos, procurando, ajustando-os internamente sem tocar na parte externa da luva. Mantenha-se afastado do campo estéril, do próprio corpo e de qualquer fonte de contaminação (não se preocupar caso os dedos fiquem mal posicionados dentro da luva); Colocar os dedos da mão enluvada (exceto polegar) na parte interna da dobra do punho da segunda luva, expondo sua abertura; Puxar cuidadosamente a segunda luva para calçar a mão não dominante, tomando cuidado para não tocar a superfície estéril com áreas não estéreis; Com a mão dominante já enluvada, segurar na parte externa da luva, por dentro da dobra, para servir de apoio para segurar; Após calçar a segunda luva, posicionar os dedos corretamente e o encaixe da luva conforme necessário; Evitar manipulação na região dos punhos para prevenir contaminação. Técnica para correta colocação das luvas estéreis Nossas fotos Descrição do procedimento para retirada de luvas estéreis: Manter as luvas contaminadas com os dedos voltados para baixo; Com a mão não dominante enluvada, segurar a face externa da luva na altura do punho; Tracionar a luva para retirá-la da mão, virando-a pelo avesso; Prender a luva na mão que ainda está enluvada; Com a mão desenluvada, insira o dedo indicador e médio na face interna da luva da mão oposta (dentro do punho da luva, na parte não contaminada); Tracionar a luva seguindo o mesmo movimento anterior,  de forma que uma luva permaneça dentro da outra, com o lado contaminado voltado para dentro; Descartar luvas em lixo adequado; Higienizar as mãos. NOSSAS FOTOS Referências: BRASIL. Secretaria do Estado da Saúde. Recomendações sobre o uso de luvas em serviços de saúde. Centro de vigilância Epidemiológica. 2016. POTTER, P. A.; Perry, A. G.; Stockert, A. S. Fundamentos de Enfermagem. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2024. E-book. ISBN 9788595159952. HU-UFJF. Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora. Procedimento Operacional Padrão: POP FACENF Nº. 03: Calçar e retirar luvas estéreis. Juiz de Fora: UFJF, 2019. ASPIRAÇÃO DE VIAS AÉREAS Professor responsável: Eliana Soares Domingues Alunos: Bruna Nola Paiva Oliveira Conceito: A aspiração de vias aéreas é um procedimento invasivo essencial para a remoção de secreções, fluidos ou corpos estranhos que podem obstruir as vias respiratórias, comprometendo a ventilação e a troca gasosa adequada (ANDRADE, 2018). Este procedimento é fundamental na prevenção de complicações respiratórias, como atelectasias e infecções pulmonares, especialmente em pacientes críticos ou com reflexo de tosse reduzido. É indicado quando houver presença de secreções espessas ou abundantes nas vias aéreas, dificuldade respiratória associada à obstrução das vias aéreas, em pacientes intubados ou traqueostomizados com acúmulo de secreções, diminuição da capacidade de tosse, sinais de hipoventilação ou hipoxemia, como saturação de oxigênio abaixo de 90%. Materiais: Equipamento de proteção individual (EPI): Inclui máscara, óculos de proteção e avental; Bandeja; Cateter de aspiração do tamanho adequado, os tamanhos variam entre 6 a 12 Fr; Sistema de sucção com regulador de pressão e extensão para aspiração; Luvas estéreis: Soro fisiológico 0,9%: Pacote de gaze estéril; Estetoscópio; Seringa; Ressuscitador manual (ambu) Fonte de oxigênio Descrição da técnica: Higienização das Mãos; Colocar os equipamento de proteção individual; Medição do Cateter: Antes de introduzir o cateter, é importante medir o tamanho adequado. A medida padrão é de 1/2 do diâmetro interno do tubo endotraqueal ou traqueostômico do paciente, ou ainda, do nariz até a orelha e da orelha até a traqueia, evitando lesões na mucosa. Conectar o cateter ao sistema de sucção, ajustando a pressão negativa de acordo com as diretrizes: 80-120 mmHg para adultos, 60-80 mmHg para crianças e 40-60 mmHg para neonatos Aspiração: 1.1. Para a via nasotraqueal ou orotraqueal, introduzir o cateter suavemente nas vias aéreas do paciente, evitando trauma à mucosa. 1.2. Aplicar a sucção de forma intermitente enquanto retira o cateter, limitando o tempo de aspiração a no máximo 15 segundos para prevenir hipoxemia (BRASIL, 2013; HINKLE; CHEEVER, 2018). 1.3. Durante a aspiração, monitorar a oxigenação do paciente e sinais vitais, interrompendo o procedimento caso haja desconforto ou complicações. 1.4. Após a aspiração, é importante fornecer oxigênio suplementar ao paciente, se necessário, e reavaliar a saturação de oxigênio. 2. Higienização do Cateter: 2.1. Se necessário, utilizar solução salina estéril para limpar o cateter entre as aspirações, especialmente em casos de secreções espessas. 3. Pós-Procedimento: 3.1. Avaliar a resposta do paciente após o procedimento, monitorando a saturação de oxigênio e sinais de dificuldade respiratória. 3.2. Registrar o procedimento no prontuário do paciente, documentando a necessidade da aspiração, a quantidade e a consistência das secreções removidas, e qualquer evento adverso. 4. Descarte dos Materiais: 4.1. Descartar o cateter e outros materiais utilizados de acordo com as normas de biossegurança e descarte de resíduos hospitalares. 5. Educação e Comunicação: 5.1. Informar o paciente (se consciente) e a família sobre o procedimento, explicando a finalidade e o que esperar. Isso pode ajudar a reduzir a ansiedade e melhorar a colaboração durante o procedimento. A realização adequada da aspiração de vias aéreas é crucial para a manutenção da permeabilidade das vias respiratórias e a prevenção de complicações, conforme preconizado pelo Ministério da Saúde e outros autores (BRASIL, 2013; HINKLE; CHEEVER, 2018). Considerações: A aspiração de vias aéreas é um procedimento que exige adaptações e cuidados específicos dependendo do paciente. Algumas considerações importantes incluem: ● Pacientes pediátricos, bebês e neonatos: Esses pacientes apresentam vias aéreas de menor calibre e são mais suscetíveis a lesões. A pressão negativa deve ser ajustada com base na idade e peso, geralmente variando entre 40-60 mmHg para neonatos e 60-80 mmHg para crianças. O monitoramento deve ser intensificado, com atenção especial à frequência cardíaca e saturação de oxigênio durante e após a aspiração. Em neonatos, é essencial limitar o tempo de aspiração a menos de 5 segundos para evitar hipoxemia e bradicardia (BRASIL, 2013; HINKLE; CHEEVER, 2018). ● Pacientes com traqueostomia: A aspiração em pacientes traqueostomizados requer cuidados adicionais para evitar traumas na mucosa traqueal e infecções no estoma. Deve-se utilizar cateteres específicos para traqueostomia, e a técnica deve ser realizada com movimentos suaves. É importante evitar a introdução excessiva do cateter, que pode causar lesões (BRASIL, 2013). O uso de soluções salinas para umidificação pode ajudar na fluidificação das secreções, facilitando a aspiração (HINKLE; CHEEVER, 2018). ● Pacientes críticos ou intubados: Esses pacientes necessitam de monitoramento constante de sinais vitais, incluindo pressão arterial, frequência cardíaca e saturação de oxigênio. A aspiração deve ser feita com cautela para evitar alterações hemodinâmicas significativas, que podem ocorrer devido à manipulação das vias aéreas. Além disso, a oxigenação deve ser mantida com suporte ventilatório adequado (BRASIL, 2013). ● Uso de sistemas fechados: Para pacientes em ventilação mecânica, a aspiração pode ser realizada com sistemas fechados. Essa abordagem minimiza o risco de infecções por limitar a exposição do sistema respiratório ao ambiente externo e mantém a ventilação contínua, evitando desintubação e hipoxemia durante o procedimento (HINKLE; CHEEVER, 2018). Essas considerações são cruciais para garantir a segurança do paciente e a eficácia do procedimento de aspiração de vias aéreas, conforme preconizado pelos manuais do Ministério da Saúde e literatura de enfermagem. Referências: ANDRADE, A. M. Aspiração de vias aéreas em pacientes críticos: técnicas e cuidados. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2018. BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Cuidados Intensivos para Adultos. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_cuidados_intensivos_adultos.pdf. Acesso em: 24 set. 2024. BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes de Assistência à Saúde de Pacientes com Traqueostomia. Brasília: Ministério da Saúde, 2020. Disponível em: http://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/24143.pdf. Acesso em: 24 set. 2024. CUNHA, T. S.; SOUZA, R. R. Cuidados de Enfermagem em Pacientes com Ventilação Mecânica. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2020. HINKLE, J. L.; CHEEVER, K. H. Brunner & Suddarth: Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018. OLIVEIRA, J. F.; PEREIRA, F. C.; SILVA, M. R. Prática de Enfermagem em Terapia Intensiva: fundamentos e aplicações. 1. ed. São Paulo: Manole, 2021. SONDAGEM NASOGÁSTRICA/OROGÁSTRICA E NASOENTERAL/OROENTERAL Professor responsável: Jéssica Tomberg Alunos: Conceito: Em diversas situações, pode ocorrer a impossibilidade de atender as necessidades nutricionais de um paciente pela ingestão de dieta via oral. A dieta enteral, recomendada para o paciente que possua um trato gastrointestinal suficientemente funcional, é caracterizada pela passagem de uma sonda através da cavidade nasal ou oral e posicionada em região enteral. As sondas para passagem em região gástrica são maiores e mais rígidas, indicadas para descompressão. SONDA ORO/NASOGÁSTRICA Materiais: - Bandeja; - Máscara descartável; - Óculos de proteção; - Sonda gástrica tipo Levine nº 8, 10, 12, 14, 16 ou 18; - Gel hidrossolúvel (Ex: lidocaína gel); - Gaze; - Seringa de 20ml; - Coletor de sistema aberto e cuba rim (em caso de drenagem); - Estetoscópio; - Luvas de procedimento; - Fita adesiva hipoalergênica; - Biombo (se necessário); Descrição da técnica: - Higienizar as mãos; - Conferir a prescrição médica, reunir o material na bandeja e levar para o leito; - Explicar o procedimento ao paciente e familiar e isolar o paciente com o biombo caso necessário para sua privacidade; - Posicionar o paciente em Fowler; - Colocar a máscara e calçar as luvas de procedimento; - Avaliar cavidade nasal e/ou oral (uso de prótese dentária, retirando com consentimento); - Medir a distância para inserção da sonda, colocando a extremidade a ser introduzida na ponta da narina ou no canto da boca (no caso da orogástrica) estendendo até o lóbulo da orelha e deste para o apêndice xifóide. Marcar com a fita a medida delimitada. - Lubrificar a sonda com o gel hidrossolúvel e inseri-la na cavidade nasal ou oral, que ao atingir a faringe causará resistência, nesse momento, deve-se auxiliar o paciente a fletir a cabeça (encostar o mento no tórax) para ocorrer o fechamento da traqueia e abertura do esôfago, respeitando as suas limitações. Se possível, solicitar ao paciente para realizar movimentos de deglutição, acompanhando esses movimentos até a marcação pré-delimitada; - A sonda deve ser testada injetando 20ml de ar com a seringa, auscultando simultaneamente a região epigástrica e/ou aspirar conteúdo gástrico; - A sonda deve ser fixada com a fita na face ou na narina para evitar que a mesma migre; - Manter a sonda fechada ou aberta (se aberta, conectar ao coletor de sistema aberto); - Manter o paciente em decúbito elevado e deixá-lo confortável; - Reunir o material e desprezá-lo em local adequado e higienizar a bandeja, retirar luvas e máscaras, higienizar as mãos e anotar o procedimento realizado. SONDA ORO/NASOENTERAL Materiais: - Bandeja; - Máscara descartável; - Sonda enteral nº 8, 10 ou 12 F; - Gel hidrossolúvel (Ex: lidocaína gel); - Gaze; - Seringa de 20ml; - Estetoscópio; - Luvas de procedimento; - Fita adesiva hipoalergênica; - Biombo (se necessário); Descrição da técnica: - Higienizar as mãos; - Conferir a prescrição médica, reunir o material na bandeja e levar para o leito; - Explicar o procedimento ao paciente e familiar e isolar o paciente com o biombo caso necessário para sua privacidade; - Posicionar o paciente em Fowler; - Colocar a máscara e calçar as luvas de procedimento; - Avaliar cavidade nasal e/ou oral (uso de prótese dentária, retirando com consentimento); - Medir a distância para inserção da sonda, colocando a extremidade a ser introduzida na ponta do nariz ao lóbulo da orelha e deste para o apêndice xifoide, até o ponto médio da cicatriz umbilical. Marcar com a fita a medida delimitada. - Lubrificar a sonda com o gel hidrossolúvel e inseri-la na cavidade nasal ou oral, que ao atingir a faringe causará resistência, nesse momento, deve-se auxiliar o paciente a fletir a cabeça (encostar o mento no tórax) para ocorrer o fechamento da traquéia e abertura do esôfago, respeitando as suas limitações. Se possível, solicitar ao paciente para realizar movimentos de deglutição, acompanhando esses movimentos até a marcação pré-delimitada; - A sonda deve ser testada após retirar delicadamente o fio guia, injetando 20ml de ar com a seringa, auscultando simultaneamente a região epigástrica e/ou aspirar conteúdo gástrico; - A sonda deve ser fixada com a fita na face ou na narina para evitar que a mesma migre; - Solicitar o Raio-X para confirmação do posicionamento. - Se possível, pedir ao paciente para manter-se em decúbito lateral (para facilitar o posicionamento da sonda para o duodeno por meio dos movimentos peristálticos) e deixá-lo confortável; - Reunir o material e desprezá-lo em local adequado e higienizar a bandeja, retirar luvas e máscaras, higienizar as mãos e anotar o procedimento realizado. Considerações: - De acordo com o Parecer de Câmara Técnica nº 1/2024/CTAS/COFEN o fio-guia não poderá ser reutilizado para o mesmo paciente pois pode ocorrer perfuração da sonda. Em caso de retirada da sonda pelo paciente, deve-se passar uma nova. - Algumas literaturas diferem quanto à medição da sonda nasoentérica e ao momento da retirada do fio-guia. Atualmente, as sondas de passagem entérica possuem mercúrio em sua extremidade distal, não sendo mais necessário repassar o fio-guia para realização do Raio-X após os testes do Enfermeiro. Sendo assim, o exame deve ser realizado sempre após a sua retirada, para certificação de que o fio guia não perfurou a sonda durante o trajeto. REFERÊNCIAS BARROS, Alba L. B L. Procedimentos de enfermagem para a prática clínica. Porto Alegre: Grupo A, 2019. E-book. ISBN 9788582715727. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582715727/. Acesso em: 31 ago. 2024. Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). PARECER DE CÂMARA TÉCNICA Nº 1/2024/CTAS/COFEN. Respaldo legal dos profissionais de Enfermagem na reutilização de sonda nasoenteral/fio guia. Brasília-DF, 2024. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/parecer-de-camara-tecnica-no-1-2024-ctas-cofen/. Acesso em: 31 ago. 2024. Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Resolução COFEN Nº 619/2019. Normatiza a atuação da Equipe de Enfermagem na Sondagem Oro/nasogástrica e Nasoentérica. Brasília-DF, 2019. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-619-2019/. Acessoe em: 02 set. 2024. CURATIVOS DE LESÕES POR PRESSÃO Conceito: A longa permanência em hospitais traz como uma de suas consequências mais frequentes o aparecimento de lesões de pele. A combinação de internações prolongadas com outros fatores de risco, como idade avançada, imobilidade e restrição ao leito, aumenta ainda mais a incidência dessas lesões. As LPP (lesões por pressão) são eventos adversos que ocasionam prejuízos significativos aos pacientes, dificultando o processo de reabilitação funcional, frequentemente em decorrência de dor e do desenvolvimento de infecções graves, tendo sido associadas a internações prolongadas, sepse e mortalidade. Nesse sentido, as LPP se configuram como um grande desafio para o paciente, para a sua família e para os profissionais de saúde, especialmente os de enfermagem. Essas lesões ocorrem em pacientes em risco no início do processo de hospitalização ou de admissão em instituições de longa permanência. Os enfermeiros geralmente são responsáveis pela avaliação do risco de LPP desses pacientes e pela implantação de estratégias de prevenção adequadas. A técnica do curativo é um meio terapêutico que consiste na limpeza e aplicação de uma cobertura estéril em uma ferida, quando necessário, com a finalidade de promover a rápida cicatrização e prevenir a contaminação ou infecção. Materiais: - Bandeja; -EPI’s necessários de acordo com o paciente (jaleco, luva de procedimento/estéril, máscara, óculos); - Gazes estéreis; - Solução fisiológica 0,9%; - Clorexidina degermante 4%; - Clorexidina alcoólica 0,5%; - Seringa de 20 ml; - Agulha 30x10; - Micropore; - Tesoura; - Saco plástico; - Pacote de curativo; - Chumaço; - Cobertura primária selecionada (conforme avaliação do enfermeiro ou prescrição de enfermagem); - Ataduras; - Régua de papel. Descrição da técnica: - Preparar o material; - Orientar o paciente sobre o procedimento e promover privacidade; - Selecionar o curativo a ser realizado, caso o paciente possua mais de uma ferida, iniciar sempre pelas feridas menos contaminadas; - Dispor o material evitando contaminação; - Fixar o saco plástico com fita adesiva em plano inferior ao material limpo; - Abrir o pacote de curativo, usando técnica asséptica, tocando apenas na face externa do campo; - Expor o cabo de uma das pinças, pegando-a pela ponta com o auxílio do campo, tocando-o somente na face externa. Com uso desta pinça, dispor as demais com os cabos voltados para a borda do campo; - Colocar gazes suficientes para o procedimento sobre o campo; - Realizar a desinfecção do frasco de soro fisiológico morno com álcool 70% no local em que será inserida a agulha 40x12; - Remover o curativo com o auxílio da pinça anatômica com dente e colocá-lo no saco, desprezando a seguir a pinça na borda do campo, afastada das demais pinças; - Umedecer com soro fisiológico as gazes que estão em contato direto com a ferida antes de removê-las, porque a umidade minimiza a dor e o traumatismo da pele e ou o tecido de granulação em feridas abertas; - Medir os bordos da ferida, registrando altura, largura e profundidade, em centímetros, utilizando a régua descartável; - Limpar a ferida; Orientações para feridas fechadas: Limpar a ferida com jatos de soro fisiológico morno utilizando a seringa 20ml com agulha 40x12; - Secar os bordos da ferida montando torundas com gaze, utilizando a pinça de pressão; - Colocar no leito da ferida gaze não aderente como cobertura primária, umedecida com soro fisiológico, ou o produto indicado conforme prescrição, e sobre ele gaze de algodão. Após, como cobertura secundária, utilizar gazes secas ou compressas, dependendo da quantidade de drenagem, e fixar com adesivo microporoso hipoalergênico, com dobra em uma das pontas para facilitar a retirada. A depender do local, pode-se fixar com fita crepe ou usar roupas íntimas para não danificar a pele com a fixação do curativo. Ainda em relação ao adesivo, deve-se evitar tração centrípeta do adesivo sobre a pele. Orientações para feridas abertas: Lavar a ferida com soro fisiológico morno em forma de jato utilizando a seringa 20ml com agulha 40x12; - Utilizar torundas apenas para limpeza da pele circundante; - Na presença de tecido desvitalizado, solicitar a avaliação do enfermeiro para desbridamento. Colocar no leito da ferida (cobertura primária – conforme avaliação do enfermeiro), gaze não aderente (atadura de rayon, gaze alva, melolin). Após, utilizar, como cobertura secundária, gazes secas ou compressas/chumaços, dependendo da quantidade de drenagem, e fixá-las com adesivo microporoso hipoalergênico. Desbridamento: O desbridamento envolve a remoção de tecido não viável e de bactérias, para permitir a regeneração do tecido saudável subjacente. Durante o procedimento, é necessário evitar danos ao tecido de granulação. O desbridamento pode ser efetuado através de técnica cirúrgica, mecânica, enzimática ou autolítica. Orientações para feridas infectadas: Limpar primeiramente a pele circundante e após, a ferida, seguindo a mesma orientação do curativo em feridas abertas. - Observar os aspectos e as condições da ferida; - Desprezar o material e retirar as luvas; - Higienizar as mãos; - Registrar o procedimento no prontuário. Tipos de curativo: Semi Oclusivo, curativo absorvente, comumente utilizado em feridas cirúrgicas, drenos, feridas exsudativas, absorvendo o exsudato e isolando-o da pele adjacente saudável; Oclusivo, não permite a entrada de ar ou fluídos, atua como barreira mecânica, impede a perda de fluídos, promove isolamento térmico, veda a ferida, a fim de impedir enfisema, e formação de crosta; Compressivo, utilizado para reduzir o fluxo sanguíneo, promover a estase e ajudar na aproximação das extremidades da lesão; Aberto, realizados em ferimentos que não há necessidade de serem ocluídos, como feridas cirúrgicas limpas após 24 horas, cortes pequenos, suturas, escoriações, etc. Considerações: - Os curativos devem ser realizados preferencialmente após o banho do paciente. - Em cateter venoso central, realizar troca de curativo a cada 7 dias ou sempre que o mesmo se tornar úmido, solto ou sujo, realizando a limpeza com clorexidina alcoólica 0,5% e cobertura com película. - Em feridas em fase de granulação realizar a limpeza do interior da ferida com soro fisiológico em jatos, não esfregar o leito da ferida para não lesar o tecido em formação. - Não comprimir demasiadamente com ataduras e esparadrapos o local da ferida para garantir boa circulação. - COFEN. Resolução nº 567/2018, de 7 de fevereiro de 2018. Regulamenta a competência da equipe de enfermagem no cuidado às feridas e dá outras providências. REFERÊNCIAS BARROS, Alba L. B L. Procedimentos de enfermagem para a prática clínica. Porto Alegre: Grupo A, 2019. E-book. ISBN 9788582715727. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582715727/. Acesso em: 02 set. 2024. Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). RESOLUÇÃO COFEN Nº 567/2018. Regulamenta a atuação da Equipe de Enfermagem no Cuidado aos pacientes com feridas. Brasília-DF, 2018. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/resolucao-cofenno-567-2018/. Acesso em: 11 set. 2024. KREMER, Djeimis Willian et al. Cuidados com a Integridade Cutânea. POP NEPEN/DE/HU, [S. l.], v. 02, p. 1-14, 13 nov. 2017. Disponível em: http://www.hu.ufsc.br/documentos/pop/enfermagem/assistenciais/INTEGRIDADE_CUTANEA/CUIDADOS_INTEG_CUTANEA.pdf. Acesso em: 21 set. 2024. PERRY, Anne G. Perry & Potter Guia Completo de Procedimentos e Competências de Enfermagem. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. E-book. ISBN 9788595158047. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595158047/. Acesso em: 02 set. 2024. CATETERISMO VESICAL DE DEMORA Professor Responsável: Eliana Domingues Alunos: Íris Colomby Dias Conceito: O cateterismo vesical de demora é um procedimento utilizado para drenar a urina da bexiga de forma contínua por meio de um cateter inserido na uretra ou diretamente na bexiga através de uma pequena incisão no abdômen (cistostomia). Esse cateter é chamado de "de demora" porque permanece no local por um período prolongado, diferentemente de um cateter intermitente, que é inserido e removido após cada esvaziamento. Materiais: - Kit estéril, contendo bandeja, cuba rim, cuba redonda, campo fenestrado, pinça Sheron; - Cateter de Demora (Cateter Foley) - Tamanho: geralmente 14-18 Fr para adultos e menores (6-10 Fr) para crianças, dependendo do caso; - Luva estéril e de procedimento; - Gel Hidrossolúvel (Ex.: Lidocaína); - Solução Antisséptica; - Seringa de 10 ml com Água Estéril; - Seringa de 10 ml para lubrificação; - Bolsa Coletora de Urina; - Gaze; - Fita Adesiva Hipoalergênica ou Fixadores de Cateter; - Toalha absorvente ou Compressas. Descrição Técnica: - Realizar a higienização das mãos; - Confirmar o procedimento na prescrição; - Organizar os materiais em uma bandeja estéril; - Identificar o paciente e explicar o procedimento; - Posicionar biombo assegurando a privacidade do paciente; - Colocar o paciente em posição adequada: ● Homens: decúbito dorsal com as pernas ligeiramente afastadas. ● Mulheres: posição ginecológica ou com as pernas fletidas e afastadas. - Colocar uma toalha absorvente ou compressas sobre o paciente para evitar vazamentos. - Calçar luvas estéreis. - Realizar a limpeza da região genital com solução antisséptica: ● Homens: retrair o prepúcio e limpar o meato uretral com movimentos circulares, até a base do pênis. ● Mulheres: afastar os lábios vaginais e limpar do clitóris em direção ao períneo. Utilizar gaze estéril e aplicador para evitar contato direto. - Lubrificar o cateter: ● Mulheres: Lubrificar generosamente a ponta do cateter com gel lubrificante. ● Homens: Inserir com a seringa 10 ml de gel lubrificante diretamente na uretra do paciente. - Inserção do cateter: ● Homens: elevar o pênis perpendicularmente ao corpo e inserir o cateter suavemente até que a urina comece a fluir (geralmente, 15-25 cm). ● Mulheres: inserir o cateter na uretra, que se localiza entre o clitóris e o meato vaginal, até que a urina comece a fluir (geralmente, 5-7 cm). - Caso haja resistência, nunca forçar o cateter. - Após a confirmação de que o cateter está na bexiga (início da drenagem de urina), inflar o balão com 5 ml de água estéril. - Puxar suavemente o cateter até sentir resistência, indicando que o balão está posicionado corretamente. - Conectar a extremidade do cateter à bolsa coletora de urina (sistema fechado). - Fixar o cateter à perna do paciente com fita adesiva hipoalergênica ou fixador de cateter para evitar deslocamento. - Retirar luvas e campos estéreis. - Descartar material. - Realizar higiene das mãos. -Registrar o procedimento no prontuário, incluindo o volume drenado, características da urina (cor, odor, presença de sedimentos) e eventuais dificuldades ou complicações durante a inserção do cateter. Referências Bibliográficas: KIRK, S. A.; NASH, T. Urology: A Manual for the Primary Care Physician. 2. ed. New York: Springer, 2021. BRASIL. Manual de Cateterismo Urinário e Cuidados Relacionados. Brasília: Ministério da Saúde, 2023. PAVLOVIC, K. M.; BRYANT, M. Clinical Urology: A Practical Guide. 1. ed. Cambridge: Cambridge University Press, 2023. POTTER, P. A.; PERRY, A. G. Fundamentos de Enfermagem. 10. ed. São Paulo: Editora Manole, 2021. LACHARITY, L. A.; LONG, C. K.; KINLOCH, B. L. Princípios e Práticas de Enfermagem. 7. ed. São Paulo: Editora Roca, 2022. CATETERISMO VESICAL DE ALÍVIO Professor Responsável: Eliana Domingues Alunos: Íris Colomby Dias Conceito: Procedimento utilizado para drenar a bexiga em situações específicas para aliviar sintomas e desconfortos causados por retenção urinária, obstrução urinária temporária, paciente com alterações neurológicas. Também pode ser utilizado para para instilar medicamentos ou para coleta de material para exames. Materiais: - Kit estéril, contendo bandeja, cuba rim, cuba redonda, campo fenestrado, pinça Sheron; - Luva estéril e de procedimento; - Clorexidina; - Gel lubrificante; - Gaze estéril; - Seringa de 20 ml; - Sonda vesical; - Saco coletor ou comadre para armazenar a diurese. Descrição da técnica: - Higienizar as mãos; - Verificar a prescrição e identificar o paciente; - Explicar o procedimento e garantir privacidade; - Posicionamento: ● Homens: Decúbito dorsal, com as pernas ligeiramente afastadas e pênis posicionado a 90° do abdome; ● Mulheres: posição ginecológica ou com as pernas fletidas e afastadas. - Com gaze e clorexidina, higienizar o meato uretral: ● Homens: Retrair o prepúcio e realizar movimentos circulares no meato uretral em direção à base do pênis; ● Mulheres: Afastar os lábios vaginais e higienizar no sentido clitóris-ânus. - Lubrificação: ● Homens: Instilar lubrificante diretamente na uretra; ● Mulheres: Aplicar o gel na ponta da sonda com auxílio de uma gaze. - Introduzir a sonda suavemente até que haja fluxo urinário. - Coletar a urina no recipiente adequado (despreze o primeiro jato se for exame). - Remover a sonda lentamente após o esvaziamento completo. - Limpar a região genital. - Recolher todo o material e descartar o que for descartável. - Medir o volume urinário e desprezar a urina. -Registrar o procedimento no prontuário, incluindo o volume drenado, características da urina (cor, odor, presença de sedimentos) e eventuais dificuldades ou complicações durante a inserção do cateter. Referências Bibliográficas: Landauro MH, Jacobsen L, Tentor F. (2023). New intermittent urinary micro-hole zone catheter shows enhanced performance in emptying the bladder: a randomised, controlled crossover study. Journal of Clinical Medicine, 12(16). Nazarko L. (2024). Intermittent catheterisation. British Journal of Community Nursing, 29(Sup5) Schrøder B, Tentor F, Miclăuş T. (2024). New micro-hole zone catheter reduces residual urine and mucosal microtrauma in a lower urinary tract model. Scientific Reports, 14(1). Kennelly M, Thiruchelvam N, Averbeck MA. (2019). Adult neurogenic lower urinary tract dysfunction and intermittent catheterisation in a community setting: risk factors model for urinary tract infections. Advances in Urology, 2019. Yates A. (2023). Intermittent self-catheterisation: the gold standard for individuals with bladder dysfunction. British Journal of Community Nursing, 28(11):550-556. ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS Professor responsável: Jessica Tomberg de Oliveira Alunos: Josiele Esteves Barbieri Via endovenosa Conceito A administração de medicamentos por via endovenosa (EV) consiste na introdução direta do fármaco na corrente sanguínea, proporcionando efeito rápido e controle preciso da dose. É indicada para medicamentos que requerem ação imediata, quando a via oral não é viável ou para pacientes com dificuldades de absorção gastrointestinal (BARROS, 2019; PERRY & POTTER, 2021). Materiais - Seringa; - Agulha para aspiração (40x12); - Álcool 70% ou Clorexidina; - Luvas de procedimento; - Cateter venoso periférico ou dispositivo venoso central; - Água destilada; - Algodão; - Esparadrapo, micropore ou curativo transparente; - Bandeja para reunir o material. Fotos Descrição da técnica: - Higienizar as mãos; - Confirmar a prescrição médica (medicamento, dose, via, diluição e velocidade de infusão); - Reunir e organizar; - Identificar o paciente e explicar o procedimento; - Calçar luvas de procedimento; - Posicionar o paciente; - Verificar a permeabilidade do acesso venoso, observando sinais de flebite, infiltração ou extravasamento (edema, dor, rubor ou calor local); - Realizar assepsia do conector do equipo ou válvula de acesso com álcool 70% ou clorexidina alcoólica; - Conectar a seringa contendo o medicamento previamente preparado e identificado; - Administrar o medicamento conforme a velocidade prescrita (injeção direta lenta ou infusão com bomba ou equipo); - Observar o paciente durante a administração, monitorando possíveis reações adversas; - Finalizar com lavagem do acesso com solução fisiológica 0,9% se indicado; - Descartar os materiais; - Retirar as luvas e higienizar as mãos; - Registrar no prontuário o procedimento realizado, nome do medicamento, dose, diluição, horário, via de administração e intercorrências (se houver). Considerações Observar sempre os 13 certos: • Paciente certo; • Medicamento Certo; • Via de administração certa; • Prescrição certa; • Horário Certo; • Dose Certa; • Ação certa; • Tempo de administração certo; • Compatibilidade certa; • Registro Certo da Administração; • Orientação Certa; • Forma Certa; • Resposta Certa. E as três leituras: • 1ª - ao retirar o medicamento da gaveta/armário; • 2ª - antes de administrar o medicamento; • 3ª antes de desprezar o frasco. Via intramuscular Conceito A administração intramuscular consiste na introdução de medicamentos no tecido muscular, permitindo absorção rápida e eficaz pela vascularização local. É indicada quando se deseja efeito mais rápido do que a via subcutânea, quando o fármaco é irritante para tecidos subcutâneos ou não pode ser administrado por via oral (BARROS, 2019; PERRY & POTTER, 2021). Materiais: - Seringa (geralmente de 3 a 5 mL); - Agulha estéril (22G a 25G, conforme o biotipo do paciente e o local de aplicação); - Algodão; - Álcool 70% ou clorexidina alcoólica; - Luvas de procedimento; - Bandeja para reunir o material; Descrição da técnica: - Higienizar as mãos; - Conferir a prescrição médica (medicamento, dose, via, horário); - Preparar o medicamento; - Reunir o material; - Identificar o paciente e explicar o procedimento; - Calçar luvas de procedimento; - Posicionar o paciente conforme o local escolhido (ex.: decúbito dorsal, lateral ou ventral); - Escolher o local de aplicação: ● Músculo vasto lateral da coxa (preferido em crianças); ● Músculo ventroglúteo (preferido em adultos); ● Músculo deltóide (pequenos volumes, até 1 mL); ● Músculo dorso-glúteo (menos recomendado por risco de lesão do nervo ciático); - Realizar antissepsia do local com algodão embebido em álcool 70%; - Introduzir a agulha com ângulo de 90° em movimento rápido, com bisel lateralizado; - Injetar o medicamento de forma lenta e constante; - Retirar a agulha com movimento único e aplicar leve pressão com algodão (sem massagear o local); - Descartar o material; - Higienizar as mãos; - Registrar no prontuário o procedimento, local de aplicação, medicamento, dose, horário e intercorrências. Considerações Observar sempre os 13 certos: • Paciente certo; • Medicamento Certo; • Via de administração certa; • Prescrição certa; • Horário Certo; • Dose Certa; • Ação certa; • Tempo de administração certo; • Compatibilidade certa; • Registro Certo da Administração; • Orientação Certa; • Forma Certa; • Resposta Certa. E as três leituras: • 1ª - ao retirar o medicamento da gaveta/armário; • 2ª - antes de administrar o medicamento; • 3ª antes de desprezar o frasco. Via subcutânea Conceito A administração subcutânea consiste na injeção de medicamentos no tecido adiposo abaixo da derme, permitindo absorção lenta e contínua. É indicada para fármacos que necessitam de liberação gradual, como insulina, heparina e alguns analgésicos. Trata-se de um procedimento seguro e de fácil execução (BARROS, 2019; PERRY & POTTER, 2021). Materiais: - Seringa (1 a 3 mL); - Agulha (25G a 27G); - Algodão; - Álcool 70% ou clorexidina alcoólica; - Luvas de procedimento; - Bandeja para reunir o material. Descrição da técnica: - Higienizar as mãos; - Checar a prescrição médica, conferindo medicamento, dose, via e horário; - Preparar o medicamento; - Reunir o material necessário em bandeja limpa; - Identificar o paciente corretamente e explicar o procedimento; - Calçar luvas de procedimento; - Escolher o local apropriado, observando integridade da pele e rotação de sítios: ● Parte posterior do braço; ● Região peri-umbilical do abdome; ● Coxas (face anterior); ● Região escapular superior; ● Flancos laterais; - Posicionar o paciente confortavelmente; - Pinçar a prega cutânea com a mão não dominante; - Introduzir a agulha com o bisel voltado para cima, em ângulo de 45° (ou 90°, se a prega for espessa); - Injetar lentamente o medicamento; - Retirar a agulha suavemente e aplicar algodão sem massagear; - Descartar o material; - Higienizar as mãos; - Registrar no prontuário o medicamento, dose, local, horário e qualquer intercorrência. Considerações Observar sempre os 13 certos: • Paciente certo; • Medicamento Certo; • Via de administração certa; • Prescrição certa; • Horário Certo; • Dose Certa; • Ação certa; • Tempo de administração certo; • Compatibilidade certa; • Registro Certo da Administração; • Orientação Certa; • Forma Certa; • Resposta Certa. E as três leituras: • 1ª - ao retirar o medicamento da gaveta/armário; • 2ª - antes de administrar o medicamento; • 3ª antes de desprezar o frasco. Via oral Conceito A administração de medicamentos por via oral consiste na introdução de fármacos no organismo por meio da cavidade bucal, utilizando o trato gastrointestinal como via de absorção. É uma das vias mais utilizadas na prática clínica, por ser segura, de baixo custo, não invasiva e geralmente bem aceita pelos pacientes (BARROS, 2019). Materiais: - Bandeja ou cuba rim; - Copo descartável seco para comprimidos ou cápsulas; - Copo com água potável; - Seringa sem agulha (para medicamentos líquidos, se necessário); - Luvas de procedimento (se houver risco de contato com secreções); - Fórmula de prescrição (prescrição médica e prontuário); - Álcool 70% e papel-toalha (para higiene das mãos e da bancada); - Medicamento. Descrição da técnica: - Higienizar as mãos; - Confirmar a prescrição médica (paciente certo, medicamento certo, dose certa, via certa, horário certo e registro); - Reunir o material, organizando-o na bandeja; - Identificar o paciente; - Explicar o procedimento ao paciente; - Ajudar o paciente a posicionar-se adequadamente, geralmente sentado ou em posição semi-Fowler; - Administrar o medicamento, orientando a ingestão com auxílio de água, quando indicado; - Observar se o paciente deglute corretamente; - Descartar os materiais; - Higienizar as mãos; - Registrar o procedimento no prontuário, incluindo data, hora, medicamento, dose e observações clínicas relevantes. Considerações Observar sempre os 13 certos: • Paciente certo; • Medicamento Certo; • Via de administração certa; • Prescrição certa; • Horário Certo; • Dose Certa; • Ação certa; • Tempo de administração certo; • Compatibilidade certa; • Registro Certo da Administração; • Orientação Certa; • Forma Certa; • Resposta Certa. E as três leituras: • 1ª - ao retirar o medicamento da gaveta/armário; • 2ª - antes de administrar o medicamento; • 3ª antes de desprezar o frasco. REFERÊNCIAS BARROS, Alba L. B L. Procedimentos de enfermagem para a prática clínica. Porto Alegre: Grupo A, 2019. E-book. ISBN 9788582715727. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582715727/. Acesso em: 04 jul. 2025. BRASIL. Conselho Federal de Enfermagem. Registros de enfermagem no exercício da profissão. Brasília, DF: Cofen, 2024. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2024/02/Registros-de-Enfermagem-no-Exercicio-da-Profissao.pdf. Acesso em: 5 jul. 2025. PERRY, Anne G. Perry & Potter Guia Completo de Procedimentos e Competências de Enfermagem. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. E-book. ISBN 9788595158047. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595158047/. Acesso em: 04 jul. 2025. ANEXO I - Checklist de materiais para treinamento de habilidade ANEXO II - Roteiro para avaliação da habilidadeManual de procedimentos Sumário HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS 2 AVALIAÇÃO DE PARÂMETROS VITAIS 6 COLOCAÇÃO E RETIRADA DE LUVA ESTÉRIL 11 ASPIRAÇÃO DE VIAS AÉREAS 15 SONDAGEM NASOGÁSTRICA/OROGÁSTRICA E NASOENTERAL/OROENTERAL 20 CURATIVOS DE LESÕES POR PRESSÃO 25 CATETERISMO VESICAL DE DEMORA 31 CATETERISMO VESICAL DE ALÍVIO 34 ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS 36 ANEXO I - Checklist de materiais para treinamento de habilidade 43 ANEXO II - Roteiro para avaliação da habilidade 43 HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS Professor responsável: Luciene Smiths Primo Alunos: Ketelin Bauer Rodrigues Conceito: É um termo geral que refere-se a ação de limpeza das mãos com um método sensível e efetivo para a prevenção das infecções, que pode ser realizada friccionando as mãos com preparação alcoólica ou higienizando com água e sabonete. É indicado realizar a higiene as mãos para proteção do paciente, evitando a transmissão de microrganismos oriundos das mãos dos profissionais de saúde: ● Antes do contato com o paciente; ● Antes de realizar procedimentos assistenciais e manipular dispositivos invasivos; ● Antes de calçar luvas para inserção de dispositivos invasivos que não requeiram preparo cirúrgico; ● Ao mudar de um sítio corporal contaminado para outro, limpo, durante o cuidado ao paciente. E para proteção do profissional de saúde e das superfícies e objetos imediatamente próximos ao paciente, evitando a transmissão de microrganismos do próprio paciente: ● Após contato com paciente; ● Após risco de exposição a fluidos corporais; ● Após contato com objetos inanimados e superfícies imediatamente próximas ao paciente; ● Antes e após a remoção de luvas. Materiais: ➢ Higiene das mãos utilizando água e sabão: Água corrente Sabão Papel toalha Fotos ➢ Higiene das mãos utilizando a preparação alcoólica: Álcool em gel ou álcool 70% fotos Descrição da técnica: Higiene das mãos utilizando água e sabão: ● Abrir torneira ● molhar com água ● aplicar na palma da mão quantidade suficiente de sabonete líquido ● Friccione as palmas das mãos entre si; ● Friccione a palma direta contra o torso na mão esquerda, entrelaçando os dedos; ● Friccione as palmas entre si com os dedos entrelaçados; ● Friccione o dorso dos dedos de uma mão na palma da mão oposta; ● Friccione em movimento circular o polegar esquerdo com auxílio da palma da mão direita e vice-versa; ● Friccione em movimento circular as polpas digitais e unhas da mão direita contra a palma esquerda, e vice versa; ● Enxague bem as mãos com àgua; ● Seque rigorosamente as mãos com papel toalha descartável; nossas fotos Higiene das mãos utilizando a preparação alcoólica: ● Aplique uma quantidade suficiente do produto em uma mão em concha, cobrindo toda a superfície; ● Friccione as palmas das mãos entre si; ● Friccione a palma direita contra o dorso da mão esquerda, entrelaçando os dedos, e vice versa; ● Friccione as palmas entre si com os dedos entrelaçados; ● Friccione o dorso dos dedos de uma mão na palma da mão oposta; ● Friccione em movimento circular o polegar esquerdo com auxílio da palma da mão direita e vice-versa; ● Friccione em movimento circular as polpas digitais e unhas da mão direita contra a palma da mão esquerda, e vice versa; nossas fotos Referências: BRASIL. Relatório Nacional do Projeto de Implantação Nacional da Estratégia Multimodal de Melhoria da Higiene das Mãos em Serviços de Saúde para a Segurança do Paciente – 2022-2023. [S.l.], 2023. HU-UFGD. Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados. Ministério da Educação. EBSERH. PRT nº01 da CCIRAS – Higiene das Mãos. 10ª edição. Publicado no Boletim de Serviço nº 255 de 03/05/2021, Portaria nº 42 de 20/01/2021. Dourados, 2021. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE; OMS SEGURANÇA DO PACIENTE. Manual de referência técnica de higiene das mãos: para ser usado por profissionais de saúde, instrutores e observadores de práticas de higiene das mãos. p. 31, 2009. POTTER, P. A.; Perry, A. G.; Stockert, A. S. Fundamentos de Enfermagem. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2024. E-book. ISBN 9788595159952.  https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595159952/epubcfi/6/2[%3Bvnd.vst.idref%3Dcover]!/4/2/2%4051:80 AVALIAÇÃO DE PARÂMETROS VITAIS Professor responsável: Jéssica Oliveira Tomberg Alunos: Ketlin Gossmann dos Santos Conceito Os sinais vitais são indicadores fundamentais da saúde e do bem-estar de um indivíduo. Eles fornecem informações cruciais sobre o funcionamento dos sistemas corporais e ajudam a detectar alterações no estado de saúde antes que se tornem problemas graves. Os sinais vitais são: temperatura, frequência respiratória, frequência de pulso, pressão arterial, dor. É indicado para avaliação do estado clínico do paciente, incluindo no monitoramento de rotina em consulta, situações de emergência, pré e pós-operatório, avaliação periódica nos ambientes hospitalares e ambulatoriais, além de suspeita de alterações clínicas e controle das doenças crônicas Temperatura corporal Materiais Bandeja; Algodão com álcool a 70% Termômetro digital ou eletrônico. Fotos Descrição da técnica: Reunir o material e testar o equipamento; Higienizar as mãos; Realizar a desinfecção do termômetro com o álcool a 70%; Colocar a extremidade do termômetro no centro da axila. Fazer o paciente abaixar o braço e mantê-lo junto ao corpo; Manter a extremidade na axila até escutar um sinal; depois retirá-la; Observar a temperatura registrada; Realizar a limpeza e a desinfecção do termômetro com álcool a 70% após contato com o paciente; Higienizar as mãos e registrar. Considerações A temperatura axilar é a mais utilizada, com temperatura corporal média em adultos saudáveis entre 35,5 e 37ºC. Pressão Arterial Materiais: Bandeja, Algodão com álcool, Esfigmomanômetro; Estetoscópio. Descrição da técnica: Reunir e verificar o material, Higienizar as mãos; Informar o paciente sobre o procedimento; Garantir repouso ao paciente de 3 a 5 minutos antes da aferição; Orientar a não conversar durante aferição; Expor o braço escolhido para verificar a pressão arterial, garantindo para as roupas não garrotearem o membro; Posicionar o manguito, sem deixar folgas no terço superior do braço do paciente, cerca de 2 a 3 centímetros acima da fossa cubital, após palpar a artéria braquial para identificar posição; Palpar a artéria radial e logo fechar a válvula e inflar o manguito até desaparecer o pulso radial, insuflar mais 20 a 30 mmHG (técnica palpatória); Posicionar as olivas do estetoscópio nos ouvido e o diafragma sobre a artéria braquial; Abrir a válvula lentamente, realizando a deflação, até auscultar o primeiro batimento, o qual irá corresponder a pressão sistólica; A partir desta fase abrir mais rapidamente a válvula e o último som auscultado corresponderá a pressão diastólica; Proceder à deflação rápida e completa; Realizar a desinfecção das olivas, diafragma do estetoscópio com algodão e álcool 70%; Realizar a desinfecção da bandeja; Higienizar as mãos e proceder aos registros; Considerações Ao verificar a pressão arterial é importante assegurar que o indivíduo não esteja com a bexiga cheia, que não tenha praticado exercícios físicos há pelo menos 60 minutos, que não tenha ingerido bebidas alcoólicas, café ou alimentos e que não tenha fumado nos 30 minutos antes da aferição da Pressão Arterial; Frequência respiratória Materiais: Relógio com segundos. Descrição da técnica: Higienizar as mãos; Informar o paciente sobre o procedimento; Observar os movimentos inspiratórios e expiratórios, os dois movimentos somam um movimento respiratório; Contar os movimentos respiratórios durante um minuto; Higienizar as mãos e proceder aos registros. Considerações Em pacientes conscientes, colocar o dedo indicador e médio no pulso radial, como se fosse controlá-lo, e observar os movimentos respiratórios sem que o paciente perceba; assim é possível contá-la sem alterações de ritmo e profundidade. Frequência de pulso: Materiais: Bandeja; Algodão com álcool a 70; Relógio com segundos Descrição da técnica: Reunir o material; Higienizar as mãos; Explicar o procedimento ao paciente; Posicionar o dedo indicador e médio sobre a artéria radial e perceber a pulsação; Iniciar  a contagem das pulsações durante um minuto; Higienizar as mãos e proceder a registros REFERÊNCIAS BARROS, Alba L. B L. Procedimentos de enfermagem para a prática clínica. Porto Alegre: Grupo A, 2019. E-book. ISBN 9788582715727. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582715727/. Acesso em: 02 set. 2024. PERRY, Anne G. Perry & Potter Guia Completo de Procedimentos e Competências de Enfermagem. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. E-book. ISBN 9788595158047. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595158047/. Acesso em: 02 set. 2024. COLOCAÇÃO E RETIRADA DE LUVA ESTÉRIL Professor responsável: Luciene Smiths Primo Alunos: Ketelin Bauer Rodrigues Conceito: É um equipamento de proteção individual utilizado em ambientes de assistência à saúde, pois assegura a assepsia adequada durante procedimentos invasivos que requerem técnica asséptica, servindo como barreira física. Materiais: 01 par de luvas estéril conforme o tamanho da mão; Descrição da técnica para colocação de luvas estéreis: Higienizar as mãos; Escolher numeração de acordo com tamanho das mãos; Colocar o pacote em uma superfície plana e limpa; Remover o invólucro externo da embalagem; Abrir a embalagem interna por meio das abas disponíveis, sem contaminar o conteúdo do pacote; Abrir as abas delicadamente, sem tocar as luvas para não contaminá-las; Identificar as luvas da mão direita e esquerda; Levantar a luva a ser colocada com a mão oposta, utilizando o polegar e o indicador para fazer uma pinça e tocando apenas na parte inferior da dobra do punho, chamada face interna da luva (coloque primeiro a luva na mão dominante, utilizando a outra mão para segurar somente a parte interna da luva); Calçar a luva com a palma da mão voltada para cima e os dedos unidos, procurando, ajustando-os internamente sem tocar na parte externa da luva. Mantenha-se afastado do campo estéril, do próprio corpo e de qualquer fonte de contaminação (não se preocupar caso os dedos fiquem mal posicionados dentro da luva); Colocar os dedos da mão enluvada (exceto polegar) na parte interna da dobra do punho da segunda luva, expondo sua abertura; Puxar cuidadosamente a segunda luva para calçar a mão não dominante, tomando cuidado para não tocar a superfície estéril com áreas não estéreis; Com a mão dominante já enluvada, segurar na parte externa da luva, por dentro da dobra, para servir de apoio para segurar; Após calçar a segunda luva, posicionar os dedos corretamente e o encaixe da luva conforme necessário; Evitar manipulação na região dos punhos para prevenir contaminação. Técnica para correta colocação das luvas estéreis Nossas fotos Descrição do procedimento para retirada de luvas estéreis: Manter as luvas contaminadas com os dedos voltados para baixo; Com a mão não dominante enluvada, segurar a face externa da luva na altura do punho; Tracionar a luva para retirá-la da mão, virando-a pelo avesso; Prender a luva na mão que ainda está enluvada; Com a mão desenluvada, insira o dedo indicador e médio na face interna da luva da mão oposta (dentro do punho da luva, na parte não contaminada); Tracionar a luva seguindo o mesmo movimento anterior,  de forma que uma luva permaneça dentro da outra, com o lado contaminado voltado para dentro; Descartar luvas em lixo adequado; Higienizar as mãos. NOSSAS FOTOS Referências: BRASIL. Secretaria do Estado da Saúde. Recomendações sobre o uso de luvas em serviços de saúde. Centro de vigilância Epidemiológica. 2016. POTTER, P. A.; Perry, A. G.; Stockert, A. S. Fundamentos de Enfermagem. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2024. E-book. ISBN 9788595159952. HU-UFJF. Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora. Procedimento Operacional Padrão: POP FACENF Nº. 03: Calçar e retirar luvas estéreis. Juiz de Fora: UFJF, 2019. ASPIRAÇÃO DE VIAS AÉREAS Professor responsável: Eliana Soares Domingues Alunos: Bruna Nola Paiva Oliveira Conceito: A aspiração de vias aéreas é um procedimento invasivo essencial para a remoção de secreções, fluidos ou corpos estranhos que podem obstruir as vias respiratórias, comprometendo a ventilação e a troca gasosa adequada (ANDRADE, 2018). Este procedimento é fundamental na prevenção de complicações respiratórias, como atelectasias e infecções pulmonares, especialmente em pacientes críticos ou com reflexo de tosse reduzido. É indicado quando houver presença de secreções espessas ou abundantes nas vias aéreas, dificuldade respiratória associada à obstrução das vias aéreas, em pacientes intubados ou traqueostomizados com acúmulo de secreções, diminuição da capacidade de tosse, sinais de hipoventilação ou hipoxemia, como saturação de oxigênio abaixo de 90%. Materiais: Equipamento de proteção individual (EPI): Inclui máscara, óculos de proteção e avental; Bandeja; Cateter de aspiração do tamanho adequado, os tamanhos variam entre 6 a 12 Fr; Sistema de sucção com regulador de pressão e extensão para aspiração; Luvas estéreis: Soro fisiológico 0,9%: Pacote de gaze estéril; Estetoscópio; Seringa; Ressuscitador manual (ambu) Fonte de oxigênio Descrição da técnica: Higienização das Mãos; Colocar os equipamento de proteção individual; Medição do Cateter: Antes de introduzir o cateter, é importante medir o tamanho adequado. A medida padrão é de 1/2 do diâmetro interno do tubo endotraqueal ou traqueostômico do paciente, ou ainda, do nariz até a orelha e da orelha até a traqueia, evitando lesões na mucosa. Conectar o cateter ao sistema de sucção, ajustando a pressão negativa de acordo com as diretrizes: 80-120 mmHg para adultos, 60-80 mmHg para crianças e 40-60 mmHg para neonatos Aspiração: 1.1. Para a via nasotraqueal ou orotraqueal, introduzir o cateter suavemente nas vias aéreas do paciente, evitando trauma à mucosa. 1.2. Aplicar a sucção de forma intermitente enquanto retira o cateter, limitando o tempo de aspiração a no máximo 15 segundos para prevenir hipoxemia (BRASIL, 2013; HINKLE; CHEEVER, 2018). 1.3. Durante a aspiração, monitorar a oxigenação do paciente e sinais vitais, interrompendo o procedimento caso haja desconforto ou complicações. 1.4. Após a aspiração, é importante fornecer oxigênio suplementar ao paciente, se necessário, e reavaliar a saturação de oxigênio. 2. Higienização do Cateter: 2.1. Se necessário, utilizar solução salina estéril para limpar o cateter entre as aspirações, especialmente em casos de secreções espessas. 3. Pós-Procedimento: 3.1. Avaliar a resposta do paciente após o procedimento, monitorando a saturação de oxigênio e sinais de dificuldade respiratória. 3.2. Registrar o procedimento no prontuário do paciente, documentando a necessidade da aspiração, a quantidade e a consistência das secreções removidas, e qualquer evento adverso. 4. Descarte dos Materiais: 4.1. Descartar o cateter e outros materiais utilizados de acordo com as normas de biossegurança e descarte de resíduos hospitalares. 5. Educação e Comunicação: 5.1. Informar o paciente (se consciente) e a família sobre o procedimento, explicando a finalidade e o que esperar. Isso pode ajudar a reduzir a ansiedade e melhorar a colaboração durante o procedimento. A realização adequada da aspiração de vias aéreas é crucial para a manutenção da permeabilidade das vias respiratórias e a prevenção de complicações, conforme preconizado pelo Ministério da Saúde e outros autores (BRASIL, 2013; HINKLE; CHEEVER, 2018). Considerações: A aspiração de vias aéreas é um procedimento que exige adaptações e cuidados específicos dependendo do paciente. Algumas considerações importantes incluem: ● Pacientes pediátricos, bebês e neonatos: Esses pacientes apresentam vias aéreas de menor calibre e são mais suscetíveis a lesões. A pressão negativa deve ser ajustada com base na idade e peso, geralmente variando entre 40-60 mmHg para neonatos e 60-80 mmHg para crianças. O monitoramento deve ser intensificado, com atenção especial à frequência cardíaca e saturação de oxigênio durante e após a aspiração. Em neonatos, é essencial limitar o tempo de aspiração a menos de 5 segundos para evitar hipoxemia e bradicardia (BRASIL, 2013; HINKLE; CHEEVER, 2018). ● Pacientes com traqueostomia: A aspiração em pacientes traqueostomizados requer cuidados adicionais para evitar traumas na mucosa traqueal e infecções no estoma. Deve-se utilizar cateteres específicos para traqueostomia, e a técnica deve ser realizada com movimentos suaves. É importante evitar a introdução excessiva do cateter, que pode causar lesões (BRASIL, 2013). O uso de soluções salinas para umidificação pode ajudar na fluidificação das secreções, facilitando a aspiração (HINKLE; CHEEVER, 2018). ● Pacientes críticos ou intubados: Esses pacientes necessitam de monitoramento constante de sinais vitais, incluindo pressão arterial, frequência cardíaca e saturação de oxigênio. A aspiração deve ser feita com cautela para evitar alterações hemodinâmicas significativas, que podem ocorrer devido à manipulação das vias aéreas. Além disso, a oxigenação deve ser mantida com suporte ventilatório adequado (BRASIL, 2013). ● Uso de sistemas fechados: Para pacientes em ventilação mecânica, a aspiração pode ser realizada com sistemas fechados. Essa abordagem minimiza o risco de infecções por limitar a exposição do sistema respiratório ao ambiente externo e mantém a ventilação contínua, evitando desintubação e hipoxemia durante o procedimento (HINKLE; CHEEVER, 2018). Essas considerações são cruciais para garantir a segurança do paciente e a eficácia do procedimento de aspiração de vias aéreas, conforme preconizado pelos manuais do Ministério da Saúde e literatura de enfermagem. Referências: ANDRADE, A. M. Aspiração de vias aéreas em pacientes críticos: técnicas e cuidados. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2018. BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Cuidados Intensivos para Adultos. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_cuidados_intensivos_adultos.pdf. Acesso em: 24 set. 2024. BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes de Assistência à Saúde de Pacientes com Traqueostomia. Brasília: Ministério da Saúde, 2020. Disponível em: http://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/24143.pdf. Acesso em: 24 set. 2024. CUNHA, T. S.; SOUZA, R. R. Cuidados de Enfermagem em Pacientes com Ventilação Mecânica. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2020. HINKLE, J. L.; CHEEVER, K. H. Brunner & Suddarth: Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018. OLIVEIRA, J. F.; PEREIRA, F. C.; SILVA, M. R. Prática de Enfermagem em Terapia Intensiva: fundamentos e aplicações. 1. ed. São Paulo: Manole, 2021. SONDAGEM NASOGÁSTRICA/OROGÁSTRICA E NASOENTERAL/OROENTERAL Professor responsável: Jéssica Tomberg Alunos: Conceito: Em diversas situações, pode ocorrer a impossibilidade de atender as necessidades nutricionais de um paciente pela ingestão de dieta via oral. A dieta enteral, recomendada para o paciente que possua um trato gastrointestinal suficientemente funcional, é caracterizada pela passagem de uma sonda através da cavidade nasal ou oral e posicionada em região enteral. As sondas para passagem em região gástrica são maiores e mais rígidas, indicadas para descompressão. SONDA ORO/NASOGÁSTRICA Materiais: - Bandeja; - Máscara descartável; - Óculos de proteção; - Sonda gástrica tipo Levine nº 8, 10, 12, 14, 16 ou 18; - Gel hidrossolúvel (Ex: lidocaína gel); - Gaze; - Seringa de 20ml; - Coletor de sistema aberto e cuba rim (em caso de drenagem); - Estetoscópio; - Luvas de procedimento; - Fita adesiva hipoalergênica; - Biombo (se necessário); Descrição da técnica: - Higienizar as mãos; - Conferir a prescrição médica, reunir o material na bandeja e levar para o leito; - Explicar o procedimento ao paciente e familiar e isolar o paciente com o biombo caso necessário para sua privacidade; - Posicionar o paciente em Fowler; - Colocar a máscara e calçar as luvas de procedimento; - Avaliar cavidade nasal e/ou oral (uso de prótese dentária, retirando com consentimento); - Medir a distância para inserção da sonda, colocando a extremidade a ser introduzida na ponta da narina ou no canto da boca (no caso da orogástrica) estendendo até o lóbulo da orelha e deste para o apêndice xifóide. Marcar com a fita a medida delimitada. - Lubrificar a sonda com o gel hidrossolúvel e inseri-la na cavidade nasal ou oral, que ao atingir a faringe causará resistência, nesse momento, deve-se auxiliar o paciente a fletir a cabeça (encostar o mento no tórax) para ocorrer o fechamento da traqueia e abertura do esôfago, respeitando as suas limitações. Se possível, solicitar ao paciente para realizar movimentos de deglutição, acompanhando esses movimentos até a marcação pré-delimitada; - A sonda deve ser testada injetando 20ml de ar com a seringa, auscultando simultaneamente a região epigástrica e/ou aspirar conteúdo gástrico; - A sonda deve ser fixada com a fita na face ou na narina para evitar que a mesma migre; - Manter a sonda fechada ou aberta (se aberta, conectar ao coletor de sistema aberto); - Manter o paciente em decúbito elevado e deixá-lo confortável; - Reunir o material e desprezá-lo em local adequado e higienizar a bandeja, retirar luvas e máscaras, higienizar as mãos e anotar o procedimento realizado. SONDA ORO/NASOENTERAL Materiais: - Bandeja; - Máscara descartável; - Sonda enteral nº 8, 10 ou 12 F; - Gel hidrossolúvel (Ex: lidocaína gel); - Gaze; - Seringa de 20ml; - Estetoscópio; - Luvas de procedimento; - Fita adesiva hipoalergênica; - Biombo (se necessário); Descrição da técnica: - Higienizar as mãos; - Conferir a prescrição médica, reunir o material na bandeja e levar para o leito; - Explicar o procedimento ao paciente e familiar e isolar o paciente com o biombo caso necessário para sua privacidade; - Posicionar o paciente em Fowler; - Colocar a máscara e calçar as luvas de procedimento; - Avaliar cavidade nasal e/ou oral (uso de prótese dentária, retirando com consentimento); - Medir a distância para inserção da sonda, colocando a extremidade a ser introduzida na ponta do nariz ao lóbulo da orelha e deste para o apêndice xifoide, até o ponto médio da cicatriz umbilical. Marcar com a fita a medida delimitada. - Lubrificar a sonda com o gel hidrossolúvel e inseri-la na cavidade nasal ou oral, que ao atingir a faringe causará resistência, nesse momento, deve-se auxiliar o paciente a fletir a cabeça (encostar o mento no tórax) para ocorrer o fechamento da traquéia e abertura do esôfago, respeitando as suas limitações. Se possível, solicitar ao paciente para realizar movimentos de deglutição, acompanhando esses movimentos até a marcação pré-delimitada; - A sonda deve ser testada após retirar delicadamente o fio guia, injetando 20ml de ar com a seringa, auscultando simultaneamente a região epigástrica e/ou aspirar conteúdo gástrico; - A sonda deve ser fixada com a fita na face ou na narina para evitar que a mesma migre; - Solicitar o Raio-X para confirmação do posicionamento. - Se possível, pedir ao paciente para manter-se em decúbito lateral (para facilitar o posicionamento da sonda para o duodeno por meio dos movimentos peristálticos) e deixá-lo confortável; - Reunir o material e desprezá-lo em local adequado e higienizar a bandeja, retirar luvas e máscaras, higienizar as mãos e anotar o procedimento realizado. Considerações: - De acordo com o Parecer de Câmara Técnica nº 1/2024/CTAS/COFEN o fio-guia não poderá ser reutilizado para o mesmo paciente pois pode ocorrer perfuração da sonda. Em caso de retirada da sonda pelo paciente, deve-se passar uma nova. - Algumas literaturas diferem quanto à medição da sonda nasoentérica e ao momento da retirada do fio-guia. Atualmente, as sondas de passagem entérica possuem mercúrio em sua extremidade distal, não sendo mais necessário repassar o fio-guia para realização do Raio-X após os testes do Enfermeiro. Sendo assim, o exame deve ser realizado sempre após a sua retirada, para certificação de que o fio guia não perfurou a sonda durante o trajeto. REFERÊNCIAS BARROS, Alba L. B L. Procedimentos de enfermagem para a prática clínica. Porto Alegre: Grupo A, 2019. E-book. ISBN 9788582715727. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582715727/. Acesso em: 31 ago. 2024. Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). PARECER DE CÂMARA TÉCNICA Nº 1/2024/CTAS/COFEN. Respaldo legal dos profissionais de Enfermagem na reutilização de sonda nasoenteral/fio guia. Brasília-DF, 2024. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/parecer-de-camara-tecnica-no-1-2024-ctas-cofen/. Acesso em: 31 ago. 2024. Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Resolução COFEN Nº 619/2019. Normatiza a atuação da Equipe de Enfermagem na Sondagem Oro/nasogástrica e Nasoentérica. Brasília-DF, 2019. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-619-2019/. Acessoe em: 02 set. 2024. CURATIVOS DE LESÕES POR PRESSÃO Conceito: A longa permanência em hospitais traz como uma de suas consequências mais frequentes o aparecimento de lesões de pele. A combinação de internações prolongadas com outros fatores de risco, como idade avançada, imobilidade e restrição ao leito, aumenta ainda mais a incidência dessas lesões. As LPP (lesões por pressão) são eventos adversos que ocasionam prejuízos significativos aos pacientes, dificultando o processo de reabilitação funcional, frequentemente em decorrência de dor e do desenvolvimento de infecções graves, tendo sido associadas a internações prolongadas, sepse e mortalidade. Nesse sentido, as LPP se configuram como um grande desafio para o paciente, para a sua família e para os profissionais de saúde, especialmente os de enfermagem. Essas lesões ocorrem em pacientes em risco no início do processo de hospitalização ou de admissão em instituições de longa permanência. Os enfermeiros geralmente são responsáveis pela avaliação do risco de LPP desses pacientes e pela implantação de estratégias de prevenção adequadas. A técnica do curativo é um meio terapêutico que consiste na limpeza e aplicação de uma cobertura estéril em uma ferida, quando necessário, com a finalidade de promover a rápida cicatrização e prevenir a contaminação ou infecção. Materiais: - Bandeja; -EPI’s necessários de acordo com o paciente (jaleco, luva de procedimento/estéril, máscara, óculos); - Gazes estéreis; - Solução fisiológica 0,9%; - Clorexidina degermante 4%; - Clorexidina alcoólica 0,5%; - Seringa de 20 ml; - Agulha 30x10; - Micropore; - Tesoura; - Saco plástico; - Pacote de curativo; - Chumaço; - Cobertura primária selecionada (conforme avaliação do enfermeiro ou prescrição de enfermagem); - Ataduras; - Régua de papel. Descrição da técnica: - Preparar o material; - Orientar o paciente sobre o procedimento e promover privacidade; - Selecionar o curativo a ser realizado, caso o paciente possua mais de uma ferida, iniciar sempre pelas feridas menos contaminadas; - Dispor o material evitando contaminação; - Fixar o saco plástico com fita adesiva em plano inferior ao material limpo; - Abrir o pacote de curativo, usando técnica asséptica, tocando apenas na face externa do campo; - Expor o cabo de uma das pinças, pegando-a pela ponta com o auxílio do campo, tocando-o somente na face externa. Com uso desta pinça, dispor as demais com os cabos voltados para a borda do campo; - Colocar gazes suficientes para o procedimento sobre o campo; - Realizar a desinfecção do frasco de soro fisiológico morno com álcool 70% no local em que será inserida a agulha 40x12; - Remover o curativo com o auxílio da pinça anatômica com dente e colocá-lo no saco, desprezando a seguir a pinça na borda do campo, afastada das demais pinças; - Umedecer com soro fisiológico as gazes que estão em contato direto com a ferida antes de removê-las, porque a umidade minimiza a dor e o traumatismo da pele e ou o tecido de granulação em feridas abertas; - Medir os bordos da ferida, registrando altura, largura e profundidade, em centímetros, utilizando a régua descartável; - Limpar a ferida; Orientações para feridas fechadas: Limpar a ferida com jatos de soro fisiológico morno utilizando a seringa 20ml com agulha 40x12; - Secar os bordos da ferida montando torundas com gaze, utilizando a pinça de pressão; - Colocar no leito da ferida gaze não aderente como cobertura primária, umedecida com soro fisiológico, ou o produto indicado conforme prescrição, e sobre ele gaze de algodão. Após, como cobertura secundária, utilizar gazes secas ou compressas, dependendo da quantidade de drenagem, e fixar com adesivo microporoso hipoalergênico, com dobra em uma das pontas para facilitar a retirada. A depender do local, pode-se fixar com fita crepe ou usar roupas íntimas para não danificar a pele com a fixação do curativo. Ainda em relação ao adesivo, deve-se evitar tração centrípeta do adesivo sobre a pele. Orientações para feridas abertas: Lavar a ferida com soro fisiológico morno em forma de jato utilizando a seringa 20ml com agulha 40x12; - Utilizar torundas apenas para limpeza da pele circundante; - Na presença de tecido desvitalizado, solicitar a avaliação do enfermeiro para desbridamento. Colocar no leito da ferida (cobertura primária – conforme avaliação do enfermeiro), gaze não aderente (atadura de rayon, gaze alva, melolin). Após, utilizar, como cobertura secundária, gazes secas ou compressas/chumaços, dependendo da quantidade de drenagem, e fixá-las com adesivo microporoso hipoalergênico. Desbridamento: O desbridamento envolve a remoção de tecido não viável e de bactérias, para permitir a regeneração do tecido saudável subjacente. Durante o procedimento, é necessário evitar danos ao tecido de granulação. O desbridamento pode ser efetuado através de técnica cirúrgica, mecânica, enzimática ou autolítica. Orientações para feridas infectadas: Limpar primeiramente a pele circundante e após, a ferida, seguindo a mesma orientação do curativo em feridas abertas. - Observar os aspectos e as condições da ferida; - Desprezar o material e retirar as luvas; - Higienizar as mãos; - Registrar o procedimento no prontuário. Tipos de curativo: Semi Oclusivo, curativo absorvente, comumente utilizado em feridas cirúrgicas, drenos, feridas exsudativas, absorvendo o exsudato e isolando-o da pele adjacente saudável; Oclusivo, não permite a entrada de ar ou fluídos, atua como barreira mecânica, impede a perda de fluídos, promove isolamento térmico, veda a ferida, a fim de impedir enfisema, e formação de crosta; Compressivo, utilizado para reduzir o fluxo sanguíneo, promover a estase e ajudar na aproximação das extremidades da lesão; Aberto, realizados em ferimentos que não há necessidade de serem ocluídos, como feridas cirúrgicas limpas após 24 horas, cortes pequenos, suturas, escoriações, etc. Considerações: - Os curativos devem ser realizados preferencialmente após o banho do paciente. - Em cateter venoso central, realizar troca de curativo a cada 7 dias ou sempre que o mesmo se tornar úmido, solto ou sujo, realizando a limpeza com clorexidina alcoólica 0,5% e cobertura com película. - Em feridas em fase de granulação realizar a limpeza do interior da ferida com soro fisiológico em jatos, não esfregar o leito da ferida para não lesar o tecido em formação. - Não comprimir demasiadamente com ataduras e esparadrapos o local da ferida para garantir boa circulação. - COFEN. Resolução nº 567/2018, de 7 de fevereiro de 2018. Regulamenta a competência da equipe de enfermagem no cuidado às feridas e dá outras providências. REFERÊNCIAS BARROS, Alba L. B L. Procedimentos de enfermagem para a prática clínica. Porto Alegre: Grupo A, 2019. E-book. ISBN 9788582715727. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582715727/. Acesso em: 02 set. 2024. Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). RESOLUÇÃO COFEN Nº 567/2018. Regulamenta a atuação da Equipe de Enfermagem no Cuidado aos pacientes com feridas. Brasília-DF, 2018. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/resolucao-cofenno-567-2018/. Acesso em: 11 set. 2024. KREMER, Djeimis Willian et al. Cuidados com a Integridade Cutânea. POP NEPEN/DE/HU, [S. l.], v. 02, p. 1-14, 13 nov. 2017. Disponível em: http://www.hu.ufsc.br/documentos/pop/enfermagem/assistenciais/INTEGRIDADE_CUTANEA/CUIDADOS_INTEG_CUTANEA.pdf. Acesso em: 21 set. 2024. PERRY, Anne G. Perry & Potter Guia Completo de Procedimentos e Competências de Enfermagem. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. E-book. ISBN 9788595158047. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595158047/. Acesso em: 02 set. 2024. CATETERISMO VESICAL DE DEMORA Professor Responsável: Eliana Domingues Alunos: Íris Colomby Dias Conceito: O cateterismo vesical de demora é um procedimento utilizado para drenar a urina da bexiga de forma contínua por meio de um cateter inserido na uretra ou diretamente na bexiga através de uma pequena incisão no abdômen (cistostomia). Esse cateter é chamado de "de demora" porque permanece no local por um período prolongado, diferentemente de um cateter intermitente, que é inserido e removido após cada esvaziamento. Materiais: - Kit estéril, contendo bandeja, cuba rim, cuba redonda, campo fenestrado, pinça Sheron; - Cateter de Demora (Cateter Foley) - Tamanho: geralmente 14-18 Fr para adultos e menores (6-10 Fr) para crianças, dependendo do caso; - Luva estéril e de procedimento; - Gel Hidrossolúvel (Ex.: Lidocaína); - Solução Antisséptica; - Seringa de 10 ml com Água Estéril; - Seringa de 10 ml para lubrificação; - Bolsa Coletora de Urina; - Gaze; - Fita Adesiva Hipoalergênica ou Fixadores de Cateter; - Toalha absorvente ou Compressas. Descrição Técnica: - Realizar a higienização das mãos; - Confirmar o procedimento na prescrição; - Organizar os materiais em uma bandeja estéril; - Identificar o paciente e explicar o procedimento; - Posicionar biombo assegurando a privacidade do paciente; - Colocar o paciente em posição adequada: ● Homens: decúbito dorsal com as pernas ligeiramente afastadas. ● Mulheres: posição ginecológica ou com as pernas fletidas e afastadas. - Colocar uma toalha absorvente ou compressas sobre o paciente para evitar vazamentos. - Calçar luvas estéreis. - Realizar a limpeza da região genital com solução antisséptica: ● Homens: retrair o prepúcio e limpar o meato uretral com movimentos circulares, até a base do pênis. ● Mulheres: afastar os lábios vaginais e limpar do clitóris em direção ao períneo. Utilizar gaze estéril e aplicador para evitar contato direto. - Lubrificar o cateter: ● Mulheres: Lubrificar generosamente a ponta do cateter com gel lubrificante. ● Homens: Inserir com a seringa 10 ml de gel lubrificante diretamente na uretra do paciente. - Inserção do cateter: ● Homens: elevar o pênis perpendicularmente ao corpo e inserir o cateter suavemente até que a urina comece a fluir (geralmente, 15-25 cm). ● Mulheres: inserir o cateter na uretra, que se localiza entre o clitóris e o meato vaginal, até que a urina comece a fluir (geralmente, 5-7 cm). - Caso haja resistência, nunca forçar o cateter. - Após a confirmação de que o cateter está na bexiga (início da drenagem de urina), inflar o balão com 5 ml de água estéril. - Puxar suavemente o cateter até sentir resistência, indicando que o balão está posicionado corretamente. - Conectar a extremidade do cateter à bolsa coletora de urina (sistema fechado). - Fixar o cateter à perna do paciente com fita adesiva hipoalergênica ou fixador de cateter para evitar deslocamento. - Retirar luvas e campos estéreis. - Descartar material. - Realizar higiene das mãos. -Registrar o procedimento no prontuário, incluindo o volume drenado, características da urina (cor, odor, presença de sedimentos) e eventuais dificuldades ou complicações durante a inserção do cateter. Referências Bibliográficas: KIRK, S. A.; NASH, T. Urology: A Manual for the Primary Care Physician. 2. ed. New York: Springer, 2021. BRASIL. Manual de Cateterismo Urinário e Cuidados Relacionados. Brasília: Ministério da Saúde, 2023. PAVLOVIC, K. M.; BRYANT, M. Clinical Urology: A Practical Guide. 1. ed. Cambridge: Cambridge University Press, 2023. POTTER, P. A.; PERRY, A. G. Fundamentos de Enfermagem. 10. ed. São Paulo: Editora Manole, 2021. LACHARITY, L. A.; LONG, C. K.; KINLOCH, B. L. Princípios e Práticas de Enfermagem. 7. ed. São Paulo: Editora Roca, 2022. CATETERISMO VESICAL DE ALÍVIO Professor Responsável: Eliana Domingues Alunos: Íris Colomby Dias Conceito: Procedimento utilizado para drenar a bexiga em situações específicas para aliviar sintomas e desconfortos causados por retenção urinária, obstrução urinária temporária, paciente com alterações neurológicas. Também pode ser utilizado para para instilar medicamentos ou para coleta de material para exames. Materiais: - Kit estéril, contendo bandeja, cuba rim, cuba redonda, campo fenestrado, pinça Sheron; - Luva estéril e de procedimento; - Clorexidina; - Gel lubrificante; - Gaze estéril; - Seringa de 20 ml; - Sonda vesical; - Saco coletor ou comadre para armazenar a diurese. Descrição da técnica: - Higienizar as mãos; - Verificar a prescrição e identificar o paciente; - Explicar o procedimento e garantir privacidade; - Posicionamento: ● Homens: Decúbito dorsal, com as pernas ligeiramente afastadas e pênis posicionado a 90° do abdome; ● Mulheres: posição ginecológica ou com as pernas fletidas e afastadas. - Com gaze e clorexidina, higienizar o meato uretral: ● Homens: Retrair o prepúcio e realizar movimentos circulares no meato uretral em direção à base do pênis; ● Mulheres: Afastar os lábios vaginais e higienizar no sentido clitóris-ânus. - Lubrificação: ● Homens: Instilar lubrificante diretamente na uretra; ● Mulheres: Aplicar o gel na ponta da sonda com auxílio de uma gaze. - Introduzir a sonda suavemente até que haja fluxo urinário. - Coletar a urina no recipiente adequado (despreze o primeiro jato se for exame). - Remover a sonda lentamente após o esvaziamento completo. - Limpar a região genital. - Recolher todo o material e descartar o que for descartável. - Medir o volume urinário e desprezar a urina. -Registrar o procedimento no prontuário, incluindo o volume drenado, características da urina (cor, odor, presença de sedimentos) e eventuais dificuldades ou complicações durante a inserção do cateter. Referências Bibliográficas: Landauro MH, Jacobsen L, Tentor F. (2023). New intermittent urinary micro-hole zone catheter shows enhanced performance in emptying the bladder: a randomised, controlled crossover study. Journal of Clinical Medicine, 12(16). Nazarko L. (2024). Intermittent catheterisation. British Journal of Community Nursing, 29(Sup5) Schrøder B, Tentor F, Miclăuş T. (2024). New micro-hole zone catheter reduces residual urine and mucosal microtrauma in a lower urinary tract model. Scientific Reports, 14(1). Kennelly M, Thiruchelvam N, Averbeck MA. (2019). Adult neurogenic lower urinary tract dysfunction and intermittent catheterisation in a community setting: risk factors model for urinary tract infections. Advances in Urology, 2019. Yates A. (2023). Intermittent self-catheterisation: the gold standard for individuals with bladder dysfunction. British Journal of Community Nursing, 28(11):550-556. ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS Professor responsável: Jessica Tomberg de Oliveira Alunos: Josiele Esteves Barbieri Via endovenosa Conceito A administração de medicamentos por via endovenosa (EV) consiste na introdução direta do fármaco na corrente sanguínea, proporcionando efeito rápido e controle preciso da dose. É indicada para medicamentos que requerem ação imediata, quando a via oral não é viável ou para pacientes com dificuldades de absorção gastrointestinal (BARROS, 2019; PERRY & POTTER, 2021). Materiais - Seringa; - Agulha para aspiração (40x12); - Álcool 70% ou Clorexidina; - Luvas de procedimento; - Cateter venoso periférico ou dispositivo venoso central; - Água destilada; - Algodão; - Esparadrapo, micropore ou curativo transparente; - Bandeja para reunir o material. Fotos Descrição da técnica: - Higienizar as mãos; - Confirmar a prescrição médica (medicamento, dose, via, diluição e velocidade de infusão); - Reunir e organizar; - Identificar o paciente e explicar o procedimento; - Calçar luvas de procedimento; - Posicionar o paciente; - Verificar a permeabilidade do acesso venoso, observando sinais de flebite, infiltração ou extravasamento (edema, dor, rubor ou calor local); - Realizar assepsia do conector do equipo ou válvula de acesso com álcool 70% ou clorexidina alcoólica; - Conectar a seringa contendo o medicamento previamente preparado e identificado; - Administrar o medicamento conforme a velocidade prescrita (injeção direta lenta ou infusão com bomba ou equipo); - Observar o paciente durante a administração, monitorando possíveis reações adversas; - Finalizar com lavagem do acesso com solução fisiológica 0,9% se indicado; - Descartar os materiais; - Retirar as luvas e higienizar as mãos; - Registrar no prontuário o procedimento realizado, nome do medicamento, dose, diluição, horário, via de administração e intercorrências (se houver). Considerações Observar sempre os 13 certos: • Paciente certo; • Medicamento Certo; • Via de administração certa; • Prescrição certa; • Horário Certo; • Dose Certa; • Ação certa; • Tempo de administração certo; • Compatibilidade certa; • Registro Certo da Administração; • Orientação Certa; • Forma Certa; • Resposta Certa. E as três leituras: • 1ª - ao retirar o medicamento da gaveta/armário; • 2ª - antes de administrar o medicamento; • 3ª antes de desprezar o frasco. Via intramuscular Conceito A administração intramuscular consiste na introdução de medicamentos no tecido muscular, permitindo absorção rápida e eficaz pela vascularização local. É indicada quando se deseja efeito mais rápido do que a via subcutânea, quando o fármaco é irritante para tecidos subcutâneos ou não pode ser administrado por via oral (BARROS, 2019; PERRY & POTTER, 2021). Materiais: - Seringa (geralmente de 3 a 5 mL); - Agulha estéril (22G a 25G, conforme o biotipo do paciente e o local de aplicação); - Algodão; - Álcool 70% ou clorexidina alcoólica; - Luvas de procedimento; - Bandeja para reunir o material; Descrição da técnica: - Higienizar as mãos; - Conferir a prescrição médica (medicamento, dose, via, horário); - Preparar o medicamento; - Reunir o material; - Identificar o paciente e explicar o procedimento; - Calçar luvas de procedimento; - Posicionar o paciente conforme o local escolhido (ex.: decúbito dorsal, lateral ou ventral); - Escolher o local de aplicação: ● Músculo vasto lateral da coxa (preferido em crianças); ● Músculo ventroglúteo (preferido em adultos); ● Músculo deltóide (pequenos volumes, até 1 mL); ● Músculo dorso-glúteo (menos recomendado por risco de lesão do nervo ciático); - Realizar antissepsia do local com algodão embebido em álcool 70%; - Introduzir a agulha com ângulo de 90° em movimento rápido, com bisel lateralizado; - Injetar o medicamento de forma lenta e constante; - Retirar a agulha com movimento único e aplicar leve pressão com algodão (sem massagear o local); - Descartar o material; - Higienizar as mãos; - Registrar no prontuário o procedimento, local de aplicação, medicamento, dose, horário e intercorrências. Considerações Observar sempre os 13 certos: • Paciente certo; • Medicamento Certo; • Via de administração certa; • Prescrição certa; • Horário Certo; • Dose Certa; • Ação certa; • Tempo de administração certo; • Compatibilidade certa; • Registro Certo da Administração; • Orientação Certa; • Forma Certa; • Resposta Certa. E as três leituras: • 1ª - ao retirar o medicamento da gaveta/armário; • 2ª - antes de administrar o medicamento; • 3ª antes de desprezar o frasco. Via subcutânea Conceito A administração subcutânea consiste na injeção de medicamentos no tecido adiposo abaixo da derme, permitindo absorção lenta e contínua. É indicada para fármacos que necessitam de liberação gradual, como insulina, heparina e alguns analgésicos. Trata-se de um procedimento seguro e de fácil execução (BARROS, 2019; PERRY & POTTER, 2021). Materiais: - Seringa (1 a 3 mL); - Agulha (25G a 27G); - Algodão; - Álcool 70% ou clorexidina alcoólica; - Luvas de procedimento; - Bandeja para reunir o material. Descrição da técnica: - Higienizar as mãos; - Checar a prescrição médica, conferindo medicamento, dose, via e horário; - Preparar o medicamento; - Reunir o material necessário em bandeja limpa; - Identificar o paciente corretamente e explicar o procedimento; - Calçar luvas de procedimento; - Escolher o local apropriado, observando integridade da pele e rotação de sítios: ● Parte posterior do braço; ● Região peri-umbilical do abdome; ● Coxas (face anterior); ● Região escapular superior; ● Flancos laterais; - Posicionar o paciente confortavelmente; - Pinçar a prega cutânea com a mão não dominante; - Introduzir a agulha com o bisel voltado para cima, em ângulo de 45° (ou 90°, se a prega for espessa); - Injetar lentamente o medicamento; - Retirar a agulha suavemente e aplicar algodão sem massagear; - Descartar o material; - Higienizar as mãos; - Registrar no prontuário o medicamento, dose, local, horário e qualquer intercorrência. Considerações Observar sempre os 13 certos: • Paciente certo; • Medicamento Certo; • Via de administração certa; • Prescrição certa; • Horário Certo; • Dose Certa; • Ação certa; • Tempo de administração certo; • Compatibilidade certa; • Registro Certo da Administração; • Orientação Certa; • Forma Certa; • Resposta Certa. E as três leituras: • 1ª - ao retirar o medicamento da gaveta/armário; • 2ª - antes de administrar o medicamento; • 3ª antes de desprezar o frasco. Via oral Conceito A administração de medicamentos por via oral consiste na introdução de fármacos no organismo por meio da cavidade bucal, utilizando o trato gastrointestinal como via de absorção. É uma das vias mais utilizadas na prática clínica, por ser segura, de baixo custo, não invasiva e geralmente bem aceita pelos pacientes (BARROS, 2019). Materiais: - Bandeja ou cuba rim; - Copo descartável seco para comprimidos ou cápsulas; - Copo com água potável; - Seringa sem agulha (para medicamentos líquidos, se necessário); - Luvas de procedimento (se houver risco de contato com secreções); - Fórmula de prescrição (prescrição médica e prontuário); - Álcool 70% e papel-toalha (para higiene das mãos e da bancada); - Medicamento. Descrição da técnica: - Higienizar as mãos; - Confirmar a prescrição médica (paciente certo, medicamento certo, dose certa, via certa, horário certo e registro); - Reunir o material, organizando-o na bandeja; - Identificar o paciente; - Explicar o procedimento ao paciente; - Ajudar o paciente a posicionar-se adequadamente, geralmente sentado ou em posição semi-Fowler; - Administrar o medicamento, orientando a ingestão com auxílio de água, quando indicado; - Observar se o paciente deglute corretamente; - Descartar os materiais; - Higienizar as mãos; - Registrar o procedimento no prontuário, incluindo data, hora, medicamento, dose e observações clínicas relevantes. Considerações Observar sempre os 13 certos: • Paciente certo; • Medicamento Certo; • Via de administração certa; • Prescrição certa; • Horário Certo; • Dose Certa; • Ação certa; • Tempo de administração certo; • Compatibilidade certa; • Registro Certo da Administração; • Orientação Certa; • Forma Certa; • Resposta Certa. E as três leituras: • 1ª - ao retirar o medicamento da gaveta/armário; • 2ª - antes de administrar o medicamento; • 3ª antes de desprezar o frasco. REFERÊNCIAS BARROS, Alba L. B L. Procedimentos de enfermagem para a prática clínica. Porto Alegre: Grupo A, 2019. E-book. ISBN 9788582715727. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582715727/. Acesso em: 04 jul. 2025. BRASIL. Conselho Federal de Enfermagem. Registros de enfermagem no exercício da profissão. Brasília, DF: Cofen, 2024. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2024/02/Registros-de-Enfermagem-no-Exercicio-da-Profissao.pdf. Acesso em: 5 jul. 2025. PERRY, Anne G. Perry & Potter Guia Completo de Procedimentos e Competências de Enfermagem. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. E-book. ISBN 9788595158047. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595158047/. Acesso em: 04 jul. 2025. ANEXO I - Checklist de materiais para treinamento de habilidade ANEXO II - Roteiro para avaliação da habilidadeManual de procedimentos Sumário HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS 2 AVALIAÇÃO DE PARÂMETROS VITAIS 6 COLOCAÇÃO E RETIRADA DE LUVA ESTÉRIL 11 ASPIRAÇÃO DE VIAS AÉREAS 15 SONDAGEM NASOGÁSTRICA/OROGÁSTRICA E NASOENTERAL/OROENTERAL 20 CURATIVOS DE LESÕES POR PRESSÃO 25 CATETERISMO VESICAL DE DEMORA 31 CATETERISMO VESICAL DE ALÍVIO 34 ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS 36 ANEXO I - Checklist de materiais para treinamento de habilidade 43 ANEXO II - Roteiro para avaliação da habilidade 43 HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS Professor responsável: Luciene Smiths Primo Alunos: Ketelin Bauer Rodrigues Conceito: É um termo geral que refere-se a ação de limpeza das mãos com um método sensível e efetivo para a prevenção das infecções, que pode ser realizada friccionando as mãos com preparação alcoólica ou higienizando com água e sabonete. É indicado realizar a higiene as mãos para proteção do paciente, evitando a transmissão de microrganismos oriundos das mãos dos profissionais de saúde: ● Antes do contato com o paciente; ● Antes de realizar procedimentos assistenciais e manipular dispositivos invasivos; ● Antes de calçar luvas para inserção de dispositivos invasivos que não requeiram preparo cirúrgico; ● Ao mudar de um sítio corporal contaminado para outro, limpo, durante o cuidado ao paciente. E para proteção do profissional de saúde e das superfícies e objetos imediatamente próximos ao paciente, evitando a transmissão de microrganismos do próprio paciente: ● Após contato com paciente; ● Após risco de exposição a fluidos corporais; ● Após contato com objetos inanimados e superfícies imediatamente próximas ao paciente; ● Antes e após a remoção de luvas. Materiais: ➢ Higiene das mãos utilizando água e sabão: Água corrente Sabão Papel toalha Fotos ➢ Higiene das mãos utilizando a preparação alcoólica: Álcool em gel ou álcool 70% fotos Descrição da técnica: Higiene das mãos utilizando água e sabão: ● Abrir torneira ● molhar com água ● aplicar na palma da mão quantidade suficiente de sabonete líquido ● Friccione as palmas das mãos entre si; ● Friccione a palma direta contra o torso na mão esquerda, entrelaçando os dedos; ● Friccione as palmas entre si com os dedos entrelaçados; ● Friccione o dorso dos dedos de uma mão na palma da mão oposta; ● Friccione em movimento circular o polegar esquerdo com auxílio da palma da mão direita e vice-versa; ● Friccione em movimento circular as polpas digitais e unhas da mão direita contra a palma esquerda, e vice versa; ● Enxague bem as mãos com àgua; ● Seque rigorosamente as mãos com papel toalha descartável; nossas fotos Higiene das mãos utilizando a preparação alcoólica: ● Aplique uma quantidade suficiente do produto em uma mão em concha, cobrindo toda a superfície; ● Friccione as palmas das mãos entre si; ● Friccione a palma direita contra o dorso da mão esquerda, entrelaçando os dedos, e vice versa; ● Friccione as palmas entre si com os dedos entrelaçados; ● Friccione o dorso dos dedos de uma mão na palma da mão oposta; ● Friccione em movimento circular o polegar esquerdo com auxílio da palma da mão direita e vice-versa; ● Friccione em movimento circular as polpas digitais e unhas da mão direita contra a palma da mão esquerda, e vice versa; nossas fotos Referências: BRASIL. Relatório Nacional do Projeto de Implantação Nacional da Estratégia Multimodal de Melhoria da Higiene das Mãos em Serviços de Saúde para a Segurança do Paciente – 2022-2023. [S.l.], 2023. HU-UFGD. Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados. Ministério da Educação. EBSERH. PRT nº01 da CCIRAS – Higiene das Mãos. 10ª edição. Publicado no Boletim de Serviço nº 255 de 03/05/2021, Portaria nº 42 de 20/01/2021. Dourados, 2021. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE; OMS SEGURANÇA DO PACIENTE. Manual de referência técnica de higiene das mãos: para ser usado por profissionais de saúde, instrutores e observadores de práticas de higiene das mãos. p. 31, 2009. POTTER, P. A.; Perry, A. G.; Stockert, A. S. Fundamentos de Enfermagem. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2024. E-book. ISBN 9788595159952.  https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595159952/epubcfi/6/2[%3Bvnd.vst.idref%3Dcover]!/4/2/2%4051:80 AVALIAÇÃO DE PARÂMETROS VITAIS Professor responsável: Jéssica Oliveira Tomberg Alunos: Ketlin Gossmann dos Santos Conceito Os sinais vitais são indicadores fundamentais da saúde e do bem-estar de um indivíduo. Eles fornecem informações cruciais sobre o funcionamento dos sistemas corporais e ajudam a detectar alterações no estado de saúde antes que se tornem problemas graves. Os sinais vitais são: temperatura, frequência respiratória, frequência de pulso, pressão arterial, dor. É indicado para avaliação do estado clínico do paciente, incluindo no monitoramento de rotina em consulta, situações de emergência, pré e pós-operatório, avaliação periódica nos ambientes hospitalares e ambulatoriais, além de suspeita de alterações clínicas e controle das doenças crônicas Temperatura corporal Materiais Bandeja; Algodão com álcool a 70% Termômetro digital ou eletrônico. Fotos Descrição da técnica: Reunir o material e testar o equipamento; Higienizar as mãos; Realizar a desinfecção do termômetro com o álcool a 70%; Colocar a extremidade do termômetro no centro da axila. Fazer o paciente abaixar o braço e mantê-lo junto ao corpo; Manter a extremidade na axila até escutar um sinal; depois retirá-la; Observar a temperatura registrada; Realizar a limpeza e a desinfecção do termômetro com álcool a 70% após contato com o paciente; Higienizar as mãos e registrar. Considerações A temperatura axilar é a mais utilizada, com temperatura corporal média em adultos saudáveis entre 35,5 e 37ºC. Pressão Arterial Materiais: Bandeja, Algodão com álcool, Esfigmomanômetro; Estetoscópio. Descrição da técnica: Reunir e verificar o material, Higienizar as mãos; Informar o paciente sobre o procedimento; Garantir repouso ao paciente de 3 a 5 minutos antes da aferição; Orientar a não conversar durante aferição; Expor o braço escolhido para verificar a pressão arterial, garantindo para as roupas não garrotearem o membro; Posicionar o manguito, sem deixar folgas no terço superior do braço do paciente, cerca de 2 a 3 centímetros acima da fossa cubital, após palpar a artéria braquial para identificar posição; Palpar a artéria radial e logo fechar a válvula e inflar o manguito até desaparecer o pulso radial, insuflar mais 20 a 30 mmHG (técnica palpatória); Posicionar as olivas do estetoscópio nos ouvido e o diafragma sobre a artéria braquial; Abrir a válvula lentamente, realizando a deflação, até auscultar o primeiro batimento, o qual irá corresponder a pressão sistólica; A partir desta fase abrir mais rapidamente a válvula e o último som auscultado corresponderá a pressão diastólica; Proceder à deflação rápida e completa; Realizar a desinfecção das olivas, diafragma do estetoscópio com algodão e álcool 70%; Realizar a desinfecção da bandeja; Higienizar as mãos e proceder aos registros; Considerações Ao verificar a pressão arterial é importante assegurar que o indivíduo não esteja com a bexiga cheia, que não tenha praticado exercícios físicos há pelo menos 60 minutos, que não tenha ingerido bebidas alcoólicas, café ou alimentos e que não tenha fumado nos 30 minutos antes da aferição da Pressão Arterial; Frequência respiratória Materiais: Relógio com segundos. Descrição da técnica: Higienizar as mãos; Informar o paciente sobre o procedimento; Observar os movimentos inspiratórios e expiratórios, os dois movimentos somam um movimento respiratório; Contar os movimentos respiratórios durante um minuto; Higienizar as mãos e proceder aos registros. Considerações Em pacientes conscientes, colocar o dedo indicador e médio no pulso radial, como se fosse controlá-lo, e observar os movimentos respiratórios sem que o paciente perceba; assim é possível contá-la sem alterações de ritmo e profundidade. Frequência de pulso: Materiais: Bandeja; Algodão com álcool a 70; Relógio com segundos Descrição da técnica: Reunir o material; Higienizar as mãos; Explicar o procedimento ao paciente; Posicionar o dedo indicador e médio sobre a artéria radial e perceber a pulsação; Iniciar  a contagem das pulsações durante um minuto; Higienizar as mãos e proceder a registros REFERÊNCIAS BARROS, Alba L. B L. Procedimentos de enfermagem para a prática clínica. Porto Alegre: Grupo A, 2019. E-book. ISBN 9788582715727. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582715727/. Acesso em: 02 set. 2024. PERRY, Anne G. Perry & Potter Guia Completo de Procedimentos e Competências de Enfermagem. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. E-book. ISBN 9788595158047. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595158047/. Acesso em: 02 set. 2024. COLOCAÇÃO E RETIRADA DE LUVA ESTÉRIL Professor responsável: Luciene Smiths Primo Alunos: Ketelin Bauer Rodrigues Conceito: É um equipamento de proteção individual utilizado em ambientes de assistência à saúde, pois assegura a assepsia adequada durante procedimentos invasivos que requerem técnica asséptica, servindo como barreira física. Materiais: 01 par de luvas estéril conforme o tamanho da mão; Descrição da técnica para colocação de luvas estéreis: Higienizar as mãos; Escolher numeração de acordo com tamanho das mãos; Colocar o pacote em uma superfície plana e limpa; Remover o invólucro externo da embalagem; Abrir a embalagem interna por meio das abas disponíveis, sem contaminar o conteúdo do pacote; Abrir as abas delicadamente, sem tocar as luvas para não contaminá-las; Identificar as luvas da mão direita e esquerda; Levantar a luva a ser colocada com a mão oposta, utilizando o polegar e o indicador para fazer uma pinça e tocando apenas na parte inferior da dobra do punho, chamada face interna da luva (coloque primeiro a luva na mão dominante, utilizando a outra mão para segurar somente a parte interna da luva); Calçar a luva com a palma da mão voltada para cima e os dedos unidos, procurando, ajustando-os internamente sem tocar na parte externa da luva. Mantenha-se afastado do campo estéril, do próprio corpo e de qualquer fonte de contaminação (não se preocupar caso os dedos fiquem mal posicionados dentro da luva); Colocar os dedos da mão enluvada (exceto polegar) na parte interna da dobra do punho da segunda luva, expondo sua abertura; Puxar cuidadosamente a segunda luva para calçar a mão não dominante, tomando cuidado para não tocar a superfície estéril com áreas não estéreis; Com a mão dominante já enluvada, segurar na parte externa da luva, por dentro da dobra, para servir de apoio para segurar; Após calçar a segunda luva, posicionar os dedos corretamente e o encaixe da luva conforme necessário; Evitar manipulação na região dos punhos para prevenir contaminação. Técnica para correta colocação das luvas estéreis Nossas fotos Descrição do procedimento para retirada de luvas estéreis: Manter as luvas contaminadas com os dedos voltados para baixo; Com a mão não dominante enluvada, segurar a face externa da luva na altura do punho; Tracionar a luva para retirá-la da mão, virando-a pelo avesso; Prender a luva na mão que ainda está enluvada; Com a mão desenluvada, insira o dedo indicador e médio na face interna da luva da mão oposta (dentro do punho da luva, na parte não contaminada); Tracionar a luva seguindo o mesmo movimento anterior,  de forma que uma luva permaneça dentro da outra, com o lado contaminado voltado para dentro; Descartar luvas em lixo adequado; Higienizar as mãos. NOSSAS FOTOS Referências: BRASIL. Secretaria do Estado da Saúde. Recomendações sobre o uso de luvas em serviços de saúde. Centro de vigilância Epidemiológica. 2016. POTTER, P. A.; Perry, A. G.; Stockert, A. S. Fundamentos de Enfermagem. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2024. E-book. ISBN 9788595159952. HU-UFJF. Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora. Procedimento Operacional Padrão: POP FACENF Nº. 03: Calçar e retirar luvas estéreis. Juiz de Fora: UFJF, 2019. ASPIRAÇÃO DE VIAS AÉREAS Professor responsável: Eliana Soares Domingues Alunos: Bruna Nola Paiva Oliveira Conceito: A aspiração de vias aéreas é um procedimento invasivo essencial para a remoção de secreções, fluidos ou corpos estranhos que podem obstruir as vias respiratórias, comprometendo a ventilação e a troca gasosa adequada (ANDRADE, 2018). Este procedimento é fundamental na prevenção de complicações respiratórias, como atelectasias e infecções pulmonares, especialmente em pacientes críticos ou com reflexo de tosse reduzido. É indicado quando houver presença de secreções espessas ou abundantes nas vias aéreas, dificuldade respiratória associada à obstrução das vias aéreas, em pacientes intubados ou traqueostomizados com acúmulo de secreções, diminuição da capacidade de tosse, sinais de hipoventilação ou hipoxemia, como saturação de oxigênio abaixo de 90%. Materiais: Equipamento de proteção individual (EPI): Inclui máscara, óculos de proteção e avental; Bandeja; Cateter de aspiração do tamanho adequado, os tamanhos variam entre 6 a 12 Fr; Sistema de sucção com regulador de pressão e extensão para aspiração; Luvas estéreis: Soro fisiológico 0,9%: Pacote de gaze estéril; Estetoscópio; Seringa; Ressuscitador manual (ambu) Fonte de oxigênio Descrição da técnica: Higienização das Mãos; Colocar os equipamento de proteção individual; Medição do Cateter: Antes de introduzir o cateter, é importante medir o tamanho adequado. A medida padrão é de 1/2 do diâmetro interno do tubo endotraqueal ou traqueostômico do paciente, ou ainda, do nariz até a orelha e da orelha até a traqueia, evitando lesões na mucosa. Conectar o cateter ao sistema de sucção, ajustando a pressão negativa de acordo com as diretrizes: 80-120 mmHg para adultos, 60-80 mmHg para crianças e 40-60 mmHg para neonatos Aspiração: 1.1. Para a via nasotraqueal ou orotraqueal, introduzir o cateter suavemente nas vias aéreas do paciente, evitando trauma à mucosa. 1.2. Aplicar a sucção de forma intermitente enquanto retira o cateter, limitando o tempo de aspiração a no máximo 15 segundos para prevenir hipoxemia (BRASIL, 2013; HINKLE; CHEEVER, 2018). 1.3. Durante a aspiração, monitorar a oxigenação do paciente e sinais vitais, interrompendo o procedimento caso haja desconforto ou complicações. 1.4. Após a aspiração, é importante fornecer oxigênio suplementar ao paciente, se necessário, e reavaliar a saturação de oxigênio. 2. Higienização do Cateter: 2.1. Se necessário, utilizar solução salina estéril para limpar o cateter entre as aspirações, especialmente em casos de secreções espessas. 3. Pós-Procedimento: 3.1. Avaliar a resposta do paciente após o procedimento, monitorando a saturação de oxigênio e sinais de dificuldade respiratória. 3.2. Registrar o procedimento no prontuário do paciente, documentando a necessidade da aspiração, a quantidade e a consistência das secreções removidas, e qualquer evento adverso. 4. Descarte dos Materiais: 4.1. Descartar o cateter e outros materiais utilizados de acordo com as normas de biossegurança e descarte de resíduos hospitalares. 5. Educação e Comunicação: 5.1. Informar o paciente (se consciente) e a família sobre o procedimento, explicando a finalidade e o que esperar. Isso pode ajudar a reduzir a ansiedade e melhorar a colaboração durante o procedimento. A realização adequada da aspiração de vias aéreas é crucial para a manutenção da permeabilidade das vias respiratórias e a prevenção de complicações, conforme preconizado pelo Ministério da Saúde e outros autores (BRASIL, 2013; HINKLE; CHEEVER, 2018). Considerações: A aspiração de vias aéreas é um procedimento que exige adaptações e cuidados específicos dependendo do paciente. Algumas considerações importantes incluem: ● Pacientes pediátricos, bebês e neonatos: Esses pacientes apresentam vias aéreas de menor calibre e são mais suscetíveis a lesões. A pressão negativa deve ser ajustada com base na idade e peso, geralmente variando entre 40-60 mmHg para neonatos e 60-80 mmHg para crianças. O monitoramento deve ser intensificado, com atenção especial à frequência cardíaca e saturação de oxigênio durante e após a aspiração. Em neonatos, é essencial limitar o tempo de aspiração a menos de 5 segundos para evitar hipoxemia e bradicardia (BRASIL, 2013; HINKLE; CHEEVER, 2018). ● Pacientes com traqueostomia: A aspiração em pacientes traqueostomizados requer cuidados adicionais para evitar traumas na mucosa traqueal e infecções no estoma. Deve-se utilizar cateteres específicos para traqueostomia, e a técnica deve ser realizada com movimentos suaves. É importante evitar a introdução excessiva do cateter, que pode causar lesões (BRASIL, 2013). O uso de soluções salinas para umidificação pode ajudar na fluidificação das secreções, facilitando a aspiração (HINKLE; CHEEVER, 2018). ● Pacientes críticos ou intubados: Esses pacientes necessitam de monitoramento constante de sinais vitais, incluindo pressão arterial, frequência cardíaca e saturação de oxigênio. A aspiração deve ser feita com cautela para evitar alterações hemodinâmicas significativas, que podem ocorrer devido à manipulação das vias aéreas. Além disso, a oxigenação deve ser mantida com suporte ventilatório adequado (BRASIL, 2013). ● Uso de sistemas fechados: Para pacientes em ventilação mecânica, a aspiração pode ser realizada com sistemas fechados. Essa abordagem minimiza o risco de infecções por limitar a exposição do sistema respiratório ao ambiente externo e mantém a ventilação contínua, evitando desintubação e hipoxemia durante o procedimento (HINKLE; CHEEVER, 2018). Essas considerações são cruciais para garantir a segurança do paciente e a eficácia do procedimento de aspiração de vias aéreas, conforme preconizado pelos manuais do Ministério da Saúde e literatura de enfermagem. Referências: ANDRADE, A. M. Aspiração de vias aéreas em pacientes críticos: técnicas e cuidados. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2018. BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Cuidados Intensivos para Adultos. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_cuidados_intensivos_adultos.pdf. Acesso em: 24 set. 2024. BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes de Assistência à Saúde de Pacientes com Traqueostomia. Brasília: Ministério da Saúde, 2020. Disponível em: http://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/24143.pdf. Acesso em: 24 set. 2024. CUNHA, T. S.; SOUZA, R. R. Cuidados de Enfermagem em Pacientes com Ventilação Mecânica. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2020. HINKLE, J. L.; CHEEVER, K. H. Brunner & Suddarth: Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018. OLIVEIRA, J. F.; PEREIRA, F. C.; SILVA, M. R. Prática de Enfermagem em Terapia Intensiva: fundamentos e aplicações. 1. ed. São Paulo: Manole, 2021. SONDAGEM NASOGÁSTRICA/OROGÁSTRICA E NASOENTERAL/OROENTERAL Professor responsável: Jéssica Tomberg Alunos: Conceito: Em diversas situações, pode ocorrer a impossibilidade de atender as necessidades nutricionais de um paciente pela ingestão de dieta via oral. A dieta enteral, recomendada para o paciente que possua um trato gastrointestinal suficientemente funcional, é caracterizada pela passagem de uma sonda através da cavidade nasal ou oral e posicionada em região enteral. As sondas para passagem em região gástrica são maiores e mais rígidas, indicadas para descompressão. SONDA ORO/NASOGÁSTRICA Materiais: - Bandeja; - Máscara descartável; - Óculos de proteção; - Sonda gástrica tipo Levine nº 8, 10, 12, 14, 16 ou 18; - Gel hidrossolúvel (Ex: lidocaína gel); - Gaze; - Seringa de 20ml; - Coletor de sistema aberto e cuba rim (em caso de drenagem); - Estetoscópio; - Luvas de procedimento; - Fita adesiva hipoalergênica; - Biombo (se necessário); Descrição da técnica: - Higienizar as mãos; - Conferir a prescrição médica, reunir o material na bandeja e levar para o leito; - Explicar o procedimento ao paciente e familiar e isolar o paciente com o biombo caso necessário para sua privacidade; - Posicionar o paciente em Fowler; - Colocar a máscara e calçar as luvas de procedimento; - Avaliar cavidade nasal e/ou oral (uso de prótese dentária, retirando com consentimento); - Medir a distância para inserção da sonda, colocando a extremidade a ser introduzida na ponta da narina ou no canto da boca (no caso da orogástrica) estendendo até o lóbulo da orelha e deste para o apêndice xifóide. Marcar com a fita a medida delimitada. - Lubrificar a sonda com o gel hidrossolúvel e inseri-la na cavidade nasal ou oral, que ao atingir a faringe causará resistência, nesse momento, deve-se auxiliar o paciente a fletir a cabeça (encostar o mento no tórax) para ocorrer o fechamento da traqueia e abertura do esôfago, respeitando as suas limitações. Se possível, solicitar ao paciente para realizar movimentos de deglutição, acompanhando esses movimentos até a marcação pré-delimitada; - A sonda deve ser testada injetando 20ml de ar com a seringa, auscultando simultaneamente a região epigástrica e/ou aspirar conteúdo gástrico; - A sonda deve ser fixada com a fita na face ou na narina para evitar que a mesma migre; - Manter a sonda fechada ou aberta (se aberta, conectar ao coletor de sistema aberto); - Manter o paciente em decúbito elevado e deixá-lo confortável; - Reunir o material e desprezá-lo em local adequado e higienizar a bandeja, retirar luvas e máscaras, higienizar as mãos e anotar o procedimento realizado. SONDA ORO/NASOENTERAL Materiais: - Bandeja; - Máscara descartável; - Sonda enteral nº 8, 10 ou 12 F; - Gel hidrossolúvel (Ex: lidocaína gel); - Gaze; - Seringa de 20ml; - Estetoscópio; - Luvas de procedimento; - Fita adesiva hipoalergênica; - Biombo (se necessário); Descrição da técnica: - Higienizar as mãos; - Conferir a prescrição médica, reunir o material na bandeja e levar para o leito; - Explicar o procedimento ao paciente e familiar e isolar o paciente com o biombo caso necessário para sua privacidade; - Posicionar o paciente em Fowler; - Colocar a máscara e calçar as luvas de procedimento; - Avaliar cavidade nasal e/ou oral (uso de prótese dentária, retirando com consentimento); - Medir a distância para inserção da sonda, colocando a extremidade a ser introduzida na ponta do nariz ao lóbulo da orelha e deste para o apêndice xifoide, até o ponto médio da cicatriz umbilical. Marcar com a fita a medida delimitada. - Lubrificar a sonda com o gel hidrossolúvel e inseri-la na cavidade nasal ou oral, que ao atingir a faringe causará resistência, nesse momento, deve-se auxiliar o paciente a fletir a cabeça (encostar o mento no tórax) para ocorrer o fechamento da traquéia e abertura do esôfago, respeitando as suas limitações. Se possível, solicitar ao paciente para realizar movimentos de deglutição, acompanhando esses movimentos até a marcação pré-delimitada; - A sonda deve ser testada após retirar delicadamente o fio guia, injetando 20ml de ar com a seringa, auscultando simultaneamente a região epigástrica e/ou aspirar conteúdo gástrico; - A sonda deve ser fixada com a fita na face ou na narina para evitar que a mesma migre; - Solicitar o Raio-X para confirmação do posicionamento. - Se possível, pedir ao paciente para manter-se em decúbito lateral (para facilitar o posicionamento da sonda para o duodeno por meio dos movimentos peristálticos) e deixá-lo confortável; - Reunir o material e desprezá-lo em local adequado e higienizar a bandeja, retirar luvas e máscaras, higienizar as mãos e anotar o procedimento realizado. Considerações: - De acordo com o Parecer de Câmara Técnica nº 1/2024/CTAS/COFEN o fio-guia não poderá ser reutilizado para o mesmo paciente pois pode ocorrer perfuração da sonda. Em caso de retirada da sonda pelo paciente, deve-se passar uma nova. - Algumas literaturas diferem quanto à medição da sonda nasoentérica e ao momento da retirada do fio-guia. Atualmente, as sondas de passagem entérica possuem mercúrio em sua extremidade distal, não sendo mais necessário repassar o fio-guia para realização do Raio-X após os testes do Enfermeiro. Sendo assim, o exame deve ser realizado sempre após a sua retirada, para certificação de que o fio guia não perfurou a sonda durante o trajeto. REFERÊNCIAS BARROS, Alba L. B L. Procedimentos de enfermagem para a prática clínica. Porto Alegre: Grupo A, 2019. E-book. ISBN 9788582715727. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582715727/. Acesso em: 31 ago. 2024. Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). PARECER DE CÂMARA TÉCNICA Nº 1/2024/CTAS/COFEN. Respaldo legal dos profissionais de Enfermagem na reutilização de sonda nasoenteral/fio guia. Brasília-DF, 2024. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/parecer-de-camara-tecnica-no-1-2024-ctas-cofen/. Acesso em: 31 ago. 2024. Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Resolução COFEN Nº 619/2019. Normatiza a atuação da Equipe de Enfermagem na Sondagem Oro/nasogástrica e Nasoentérica. Brasília-DF, 2019. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-619-2019/. Acessoe em: 02 set. 2024. CURATIVOS DE LESÕES POR PRESSÃO Conceito: A longa permanência em hospitais traz como uma de suas consequências mais frequentes o aparecimento de lesões de pele. A combinação de internações prolongadas com outros fatores de risco, como idade avançada, imobilidade e restrição ao leito, aumenta ainda mais a incidência dessas lesões. As LPP (lesões por pressão) são eventos adversos que ocasionam prejuízos significativos aos pacientes, dificultando o processo de reabilitação funcional, frequentemente em decorrência de dor e do desenvolvimento de infecções graves, tendo sido associadas a internações prolongadas, sepse e mortalidade. Nesse sentido, as LPP se configuram como um grande desafio para o paciente, para a sua família e para os profissionais de saúde, especialmente os de enfermagem. Essas lesões ocorrem em pacientes em risco no início do processo de hospitalização ou de admissão em instituições de longa permanência. Os enfermeiros geralmente são responsáveis pela avaliação do risco de LPP desses pacientes e pela implantação de estratégias de prevenção adequadas. A técnica do curativo é um meio terapêutico que consiste na limpeza e aplicação de uma cobertura estéril em uma ferida, quando necessário, com a finalidade de promover a rápida cicatrização e prevenir a contaminação ou infecção. Materiais: - Bandeja; -EPI’s necessários de acordo com o paciente (jaleco, luva de procedimento/estéril, máscara, óculos); - Gazes estéreis; - Solução fisiológica 0,9%; - Clorexidina degermante 4%; - Clorexidina alcoólica 0,5%; - Seringa de 20 ml; - Agulha 30x10; - Micropore; - Tesoura; - Saco plástico; - Pacote de curativo; - Chumaço; - Cobertura primária selecionada (conforme avaliação do enfermeiro ou prescrição de enfermagem); - Ataduras; - Régua de papel. Descrição da técnica: - Preparar o material; - Orientar o paciente sobre o procedimento e promover privacidade; - Selecionar o curativo a ser realizado, caso o paciente possua mais de uma ferida, iniciar sempre pelas feridas menos contaminadas; - Dispor o material evitando contaminação; - Fixar o saco plástico com fita adesiva em plano inferior ao material limpo; - Abrir o pacote de curativo, usando técnica asséptica, tocando apenas na face externa do campo; - Expor o cabo de uma das pinças, pegando-a pela ponta com o auxílio do campo, tocando-o somente na face externa. Com uso desta pinça, dispor as demais com os cabos voltados para a borda do campo; - Colocar gazes suficientes para o procedimento sobre o campo; - Realizar a desinfecção do frasco de soro fisiológico morno com álcool 70% no local em que será inserida a agulha 40x12; - Remover o curativo com o auxílio da pinça anatômica com dente e colocá-lo no saco, desprezando a seguir a pinça na borda do campo, afastada das demais pinças; - Umedecer com soro fisiológico as gazes que estão em contato direto com a ferida antes de removê-las, porque a umidade minimiza a dor e o traumatismo da pele e ou o tecido de granulação em feridas abertas; - Medir os bordos da ferida, registrando altura, largura e profundidade, em centímetros, utilizando a régua descartável; - Limpar a ferida; Orientações para feridas fechadas: Limpar a ferida com jatos de soro fisiológico morno utilizando a seringa 20ml com agulha 40x12; - Secar os bordos da ferida montando torundas com gaze, utilizando a pinça de pressão; - Colocar no leito da ferida gaze não aderente como cobertura primária, umedecida com soro fisiológico, ou o produto indicado conforme prescrição, e sobre ele gaze de algodão. Após, como cobertura secundária, utilizar gazes secas ou compressas, dependendo da quantidade de drenagem, e fixar com adesivo microporoso hipoalergênico, com dobra em uma das pontas para facilitar a retirada. A depender do local, pode-se fixar com fita crepe ou usar roupas íntimas para não danificar a pele com a fixação do curativo. Ainda em relação ao adesivo, deve-se evitar tração centrípeta do adesivo sobre a pele. Orientações para feridas abertas: Lavar a ferida com soro fisiológico morno em forma de jato utilizando a seringa 20ml com agulha 40x12; - Utilizar torundas apenas para limpeza da pele circundante; - Na presença de tecido desvitalizado, solicitar a avaliação do enfermeiro para desbridamento. Colocar no leito da ferida (cobertura primária – conforme avaliação do enfermeiro), gaze não aderente (atadura de rayon, gaze alva, melolin). Após, utilizar, como cobertura secundária, gazes secas ou compressas/chumaços, dependendo da quantidade de drenagem, e fixá-las com adesivo microporoso hipoalergênico. Desbridamento: O desbridamento envolve a remoção de tecido não viável e de bactérias, para permitir a regeneração do tecido saudável subjacente. Durante o procedimento, é necessário evitar danos ao tecido de granulação. O desbridamento pode ser efetuado através de técnica cirúrgica, mecânica, enzimática ou autolítica. Orientações para feridas infectadas: Limpar primeiramente a pele circundante e após, a ferida, seguindo a mesma orientação do curativo em feridas abertas. - Observar os aspectos e as condições da ferida; - Desprezar o material e retirar as luvas; - Higienizar as mãos; - Registrar o procedimento no prontuário. Tipos de curativo: Semi Oclusivo, curativo absorvente, comumente utilizado em feridas cirúrgicas, drenos, feridas exsudativas, absorvendo o exsudato e isolando-o da pele adjacente saudável; Oclusivo, não permite a entrada de ar ou fluídos, atua como barreira mecânica, impede a perda de fluídos, promove isolamento térmico, veda a ferida, a fim de impedir enfisema, e formação de crosta; Compressivo, utilizado para reduzir o fluxo sanguíneo, promover a estase e ajudar na aproximação das extremidades da lesão; Aberto, realizados em ferimentos que não há necessidade de serem ocluídos, como feridas cirúrgicas limpas após 24 horas, cortes pequenos, suturas, escoriações, etc. Considerações: - Os curativos devem ser realizados preferencialmente após o banho do paciente. - Em cateter venoso central, realizar troca de curativo a cada 7 dias ou sempre que o mesmo se tornar úmido, solto ou sujo, realizando a limpeza com clorexidina alcoólica 0,5% e cobertura com película. - Em feridas em fase de granulação realizar a limpeza do interior da ferida com soro fisiológico em jatos, não esfregar o leito da ferida para não lesar o tecido em formação. - Não comprimir demasiadamente com ataduras e esparadrapos o local da ferida para garantir boa circulação. - COFEN. Resolução nº 567/2018, de 7 de fevereiro de 2018. Regulamenta a competência da equipe de enfermagem no cuidado às feridas e dá outras providências. REFERÊNCIAS BARROS, Alba L. B L. Procedimentos de enfermagem para a prática clínica. Porto Alegre: Grupo A, 2019. E-book. ISBN 9788582715727. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582715727/. Acesso em: 02 set. 2024. Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). RESOLUÇÃO COFEN Nº 567/2018. Regulamenta a atuação da Equipe de Enfermagem no Cuidado aos pacientes com feridas. Brasília-DF, 2018. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/resolucao-cofenno-567-2018/. Acesso em: 11 set. 2024. KREMER, Djeimis Willian et al. Cuidados com a Integridade Cutânea. POP NEPEN/DE/HU, [S. l.], v. 02, p. 1-14, 13 nov. 2017. Disponível em: http://www.hu.ufsc.br/documentos/pop/enfermagem/assistenciais/INTEGRIDADE_CUTANEA/CUIDADOS_INTEG_CUTANEA.pdf. Acesso em: 21 set. 2024. PERRY, Anne G. Perry & Potter Guia Completo de Procedimentos e Competências de Enfermagem. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. E-book. ISBN 9788595158047. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595158047/. Acesso em: 02 set. 2024. CATETERISMO VESICAL DE DEMORA Professor Responsável: Eliana Domingues Alunos: Íris Colomby Dias Conceito: O cateterismo vesical de demora é um procedimento utilizado para drenar a urina da bexiga de forma contínua por meio de um cateter inserido na uretra ou diretamente na bexiga através de uma pequena incisão no abdômen (cistostomia). Esse cateter é chamado de "de demora" porque permanece no local por um período prolongado, diferentemente de um cateter intermitente, que é inserido e removido após cada esvaziamento. Materiais: - Kit estéril, contendo bandeja, cuba rim, cuba redonda, campo fenestrado, pinça Sheron; - Cateter de Demora (Cateter Foley) - Tamanho: geralmente 14-18 Fr para adultos e menores (6-10 Fr) para crianças, dependendo do caso; - Luva estéril e de procedimento; - Gel Hidrossolúvel (Ex.: Lidocaína); - Solução Antisséptica; - Seringa de 10 ml com Água Estéril; - Seringa de 10 ml para lubrificação; - Bolsa Coletora de Urina; - Gaze; - Fita Adesiva Hipoalergênica ou Fixadores de Cateter; - Toalha absorvente ou Compressas. Descrição Técnica: - Realizar a higienização das mãos; - Confirmar o procedimento na prescrição; - Organizar os materiais em uma bandeja estéril; - Identificar o paciente e explicar o procedimento; - Posicionar biombo assegurando a privacidade do paciente; - Colocar o paciente em posição adequada: ● Homens: decúbito dorsal com as pernas ligeiramente afastadas. ● Mulheres: posição ginecológica ou com as pernas fletidas e afastadas. - Colocar uma toalha absorvente ou compressas sobre o paciente para evitar vazamentos. - Calçar luvas estéreis. - Realizar a limpeza da região genital com solução antisséptica: ● Homens: retrair o prepúcio e limpar o meato uretral com movimentos circulares, até a base do pênis. ● Mulheres: afastar os lábios vaginais e limpar do clitóris em direção ao períneo. Utilizar gaze estéril e aplicador para evitar contato direto. - Lubrificar o cateter: ● Mulheres: Lubrificar generosamente a ponta do cateter com gel lubrificante. ● Homens: Inserir com a seringa 10 ml de gel lubrificante diretamente na uretra do paciente. - Inserção do cateter: ● Homens: elevar o pênis perpendicularmente ao corpo e inserir o cateter suavemente até que a urina comece a fluir (geralmente, 15-25 cm). ● Mulheres: inserir o cateter na uretra, que se localiza entre o clitóris e o meato vaginal, até que a urina comece a fluir (geralmente, 5-7 cm). - Caso haja resistência, nunca forçar o cateter. - Após a confirmação de que o cateter está na bexiga (início da drenagem de urina), inflar o balão com 5 ml de água estéril. - Puxar suavemente o cateter até sentir resistência, indicando que o balão está posicionado corretamente. - Conectar a extremidade do cateter à bolsa coletora de urina (sistema fechado). - Fixar o cateter à perna do paciente com fita adesiva hipoalergênica ou fixador de cateter para evitar deslocamento. - Retirar luvas e campos estéreis. - Descartar material. - Realizar higiene das mãos. -Registrar o procedimento no prontuário, incluindo o volume drenado, características da urina (cor, odor, presença de sedimentos) e eventuais dificuldades ou complicações durante a inserção do cateter. Referências Bibliográficas: KIRK, S. A.; NASH, T. Urology: A Manual for the Primary Care Physician. 2. ed. New York: Springer, 2021. BRASIL. Manual de Cateterismo Urinário e Cuidados Relacionados. Brasília: Ministério da Saúde, 2023. PAVLOVIC, K. M.; BRYANT, M. Clinical Urology: A Practical Guide. 1. ed. Cambridge: Cambridge University Press, 2023. POTTER, P. A.; PERRY, A. G. Fundamentos de Enfermagem. 10. ed. São Paulo: Editora Manole, 2021. LACHARITY, L. A.; LONG, C. K.; KINLOCH, B. L. Princípios e Práticas de Enfermagem. 7. ed. São Paulo: Editora Roca, 2022. CATETERISMO VESICAL DE ALÍVIO Professor Responsável: Eliana Domingues Alunos: Íris Colomby Dias Conceito: Procedimento utilizado para drenar a bexiga em situações específicas para aliviar sintomas e desconfortos causados por retenção urinária, obstrução urinária temporária, paciente com alterações neurológicas. Também pode ser utilizado para para instilar medicamentos ou para coleta de material para exames. Materiais: - Kit estéril, contendo bandeja, cuba rim, cuba redonda, campo fenestrado, pinça Sheron; - Luva estéril e de procedimento; - Clorexidina; - Gel lubrificante; - Gaze estéril; - Seringa de 20 ml; - Sonda vesical; - Saco coletor ou comadre para armazenar a diurese. Descrição da técnica: - Higienizar as mãos; - Verificar a prescrição e identificar o paciente; - Explicar o procedimento e garantir privacidade; - Posicionamento: ● Homens: Decúbito dorsal, com as pernas ligeiramente afastadas e pênis posicionado a 90° do abdome; ● Mulheres: posição ginecológica ou com as pernas fletidas e afastadas. - Com gaze e clorexidina, higienizar o meato uretral: ● Homens: Retrair o prepúcio e realizar movimentos circulares no meato uretral em direção à base do pênis; ● Mulheres: Afastar os lábios vaginais e higienizar no sentido clitóris-ânus. - Lubrificação: ● Homens: Instilar lubrificante diretamente na uretra; ● Mulheres: Aplicar o gel na ponta da sonda com auxílio de uma gaze. - Introduzir a sonda suavemente até que haja fluxo urinário. - Coletar a urina no recipiente adequado (despreze o primeiro jato se for exame). - Remover a sonda lentamente após o esvaziamento completo. - Limpar a região genital. - Recolher todo o material e descartar o que for descartável. - Medir o volume urinário e desprezar a urina. -Registrar o procedimento no prontuário, incluindo o volume drenado, características da urina (cor, odor, presença de sedimentos) e eventuais dificuldades ou complicações durante a inserção do cateter. Referências Bibliográficas: Landauro MH, Jacobsen L, Tentor F. (2023). New intermittent urinary micro-hole zone catheter shows enhanced performance in emptying the bladder: a randomised, controlled crossover study. Journal of Clinical Medicine, 12(16). Nazarko L. (2024). Intermittent catheterisation. British Journal of Community Nursing, 29(Sup5) Schrøder B, Tentor F, Miclăuş T. (2024). New micro-hole zone catheter reduces residual urine and mucosal microtrauma in a lower urinary tract model. Scientific Reports, 14(1). Kennelly M, Thiruchelvam N, Averbeck MA. (2019). Adult neurogenic lower urinary tract dysfunction and intermittent catheterisation in a community setting: risk factors model for urinary tract infections. Advances in Urology, 2019. Yates A. (2023). Intermittent self-catheterisation: the gold standard for individuals with bladder dysfunction. British Journal of Community Nursing, 28(11):550-556. ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS Professor responsável: Jessica Tomberg de Oliveira Alunos: Josiele Esteves Barbieri Via endovenosa Conceito A administração de medicamentos por via endovenosa (EV) consiste na introdução direta do fármaco na corrente sanguínea, proporcionando efeito rápido e controle preciso da dose. É indicada para medicamentos que requerem ação imediata, quando a via oral não é viável ou para pacientes com dificuldades de absorção gastrointestinal (BARROS, 2019; PERRY & POTTER, 2021). Materiais - Seringa; - Agulha para aspiração (40x12); - Álcool 70% ou Clorexidina; - Luvas de procedimento; - Cateter venoso periférico ou dispositivo venoso central; - Água destilada; - Algodão; - Esparadrapo, micropore ou curativo transparente; - Bandeja para reunir o material. Fotos Descrição da técnica: - Higienizar as mãos; - Confirmar a prescrição médica (medicamento, dose, via, diluição e velocidade de infusão); - Reunir e organizar; - Identificar o paciente e explicar o procedimento; - Calçar luvas de procedimento; - Posicionar o paciente; - Verificar a permeabilidade do acesso venoso, observando sinais de flebite, infiltração ou extravasamento (edema, dor, rubor ou calor local); - Realizar assepsia do conector do equipo ou válvula de acesso com álcool 70% ou clorexidina alcoólica; - Conectar a seringa contendo o medicamento previamente preparado e identificado; - Administrar o medicamento conforme a velocidade prescrita (injeção direta lenta ou infusão com bomba ou equipo); - Observar o paciente durante a administração, monitorando possíveis reações adversas; - Finalizar com lavagem do acesso com solução fisiológica 0,9% se indicado; - Descartar os materiais; - Retirar as luvas e higienizar as mãos; - Registrar no prontuário o procedimento realizado, nome do medicamento, dose, diluição, horário, via de administração e intercorrências (se houver). Considerações Observar sempre os 13 certos: • Paciente certo; • Medicamento Certo; • Via de administração certa; • Prescrição certa; • Horário Certo; • Dose Certa; • Ação certa; • Tempo de administração certo; • Compatibilidade certa; • Registro Certo da Administração; • Orientação Certa; • Forma Certa; • Resposta Certa. E as três leituras: • 1ª - ao retirar o medicamento da gaveta/armário; • 2ª - antes de administrar o medicamento; • 3ª antes de desprezar o frasco. Via intramuscular Conceito A administração intramuscular consiste na introdução de medicamentos no tecido muscular, permitindo absorção rápida e eficaz pela vascularização local. É indicada quando se deseja efeito mais rápido do que a via subcutânea, quando o fármaco é irritante para tecidos subcutâneos ou não pode ser administrado por via oral (BARROS, 2019; PERRY & POTTER, 2021). Materiais: - Seringa (geralmente de 3 a 5 mL); - Agulha estéril (22G a 25G, conforme o biotipo do paciente e o local de aplicação); - Algodão; - Álcool 70% ou clorexidina alcoólica; - Luvas de procedimento; - Bandeja para reunir o material; Descrição da técnica: - Higienizar as mãos; - Conferir a prescrição médica (medicamento, dose, via, horário); - Preparar o medicamento; - Reunir o material; - Identificar o paciente e explicar o procedimento; - Calçar luvas de procedimento; - Posicionar o paciente conforme o local escolhido (ex.: decúbito dorsal, lateral ou ventral); - Escolher o local de aplicação: ● Músculo vasto lateral da coxa (preferido em crianças); ● Músculo ventroglúteo (preferido em adultos); ● Músculo deltóide (pequenos volumes, até 1 mL); ● Músculo dorso-glúteo (menos recomendado por risco de lesão do nervo ciático); - Realizar antissepsia do local com algodão embebido em álcool 70%; - Introduzir a agulha com ângulo de 90° em movimento rápido, com bisel lateralizado; - Injetar o medicamento de forma lenta e constante; - Retirar a agulha com movimento único e aplicar leve pressão com algodão (sem massagear o local); - Descartar o material; - Higienizar as mãos; - Registrar no prontuário o procedimento, local de aplicação, medicamento, dose, horário e intercorrências. Considerações Observar sempre os 13 certos: • Paciente certo; • Medicamento Certo; • Via de administração certa; • Prescrição certa; • Horário Certo; • Dose Certa; • Ação certa; • Tempo de administração certo; • Compatibilidade certa; • Registro Certo da Administração; • Orientação Certa; • Forma Certa; • Resposta Certa. E as três leituras: • 1ª - ao retirar o medicamento da gaveta/armário; • 2ª - antes de administrar o medicamento; • 3ª antes de desprezar o frasco. Via subcutânea Conceito A administração subcutânea consiste na injeção de medicamentos no tecido adiposo abaixo da derme, permitindo absorção lenta e contínua. É indicada para fármacos que necessitam de liberação gradual, como insulina, heparina e alguns analgésicos. Trata-se de um procedimento seguro e de fácil execução (BARROS, 2019; PERRY & POTTER, 2021). Materiais: - Seringa (1 a 3 mL); - Agulha (25G a 27G); - Algodão; - Álcool 70% ou clorexidina alcoólica; - Luvas de procedimento; - Bandeja para reunir o material. Descrição da técnica: - Higienizar as mãos; - Checar a prescrição médica, conferindo medicamento, dose, via e horário; - Preparar o medicamento; - Reunir o material necessário em bandeja limpa; - Identificar o paciente corretamente e explicar o procedimento; - Calçar luvas de procedimento; - Escolher o local apropriado, observando integridade da pele e rotação de sítios: ● Parte posterior do braço; ● Região peri-umbilical do abdome; ● Coxas (face anterior); ● Região escapular superior; ● Flancos laterais; - Posicionar o paciente confortavelmente; - Pinçar a prega cutânea com a mão não dominante; - Introduzir a agulha com o bisel voltado para cima, em ângulo de 45° (ou 90°, se a prega for espessa); - Injetar lentamente o medicamento; - Retirar a agulha suavemente e aplicar algodão sem massagear; - Descartar o material; - Higienizar as mãos; - Registrar no prontuário o medicamento, dose, local, horário e qualquer intercorrência. Considerações Observar sempre os 13 certos: • Paciente certo; • Medicamento Certo; • Via de administração certa; • Prescrição certa; • Horário Certo; • Dose Certa; • Ação certa; • Tempo de administração certo; • Compatibilidade certa; • Registro Certo da Administração; • Orientação Certa; • Forma Certa; • Resposta Certa. E as três leituras: • 1ª - ao retirar o medicamento da gaveta/armário; • 2ª - antes de administrar o medicamento; • 3ª antes de desprezar o frasco. Via oral Conceito A administração de medicamentos por via oral consiste na introdução de fármacos no organismo por meio da cavidade bucal, utilizando o trato gastrointestinal como via de absorção. É uma das vias mais utilizadas na prática clínica, por ser segura, de baixo custo, não invasiva e geralmente bem aceita pelos pacientes (BARROS, 2019). Materiais: - Bandeja ou cuba rim; - Copo descartável seco para comprimidos ou cápsulas; - Copo com água potável; - Seringa sem agulha (para medicamentos líquidos, se necessário); - Luvas de procedimento (se houver risco de contato com secreções); - Fórmula de prescrição (prescrição médica e prontuário); - Álcool 70% e papel-toalha (para higiene das mãos e da bancada); - Medicamento. Descrição da técnica: - Higienizar as mãos; - Confirmar a prescrição médica (paciente certo, medicamento certo, dose certa, via certa, horário certo e registro); - Reunir o material, organizando-o na bandeja; - Identificar o paciente; - Explicar o procedimento ao paciente; - Ajudar o paciente a posicionar-se adequadamente, geralmente sentado ou em posição semi-Fowler; - Administrar o medicamento, orientando a ingestão com auxílio de água, quando indicado; - Observar se o paciente deglute corretamente; - Descartar os materiais; - Higienizar as mãos; - Registrar o procedimento no prontuário, incluindo data, hora, medicamento, dose e observações clínicas relevantes. Considerações Observar sempre os 13 certos: • Paciente certo; • Medicamento Certo; • Via de administração certa; • Prescrição certa; • Horário Certo; • Dose Certa; • Ação certa; • Tempo de administração certo; • Compatibilidade certa; • Registro Certo da Administração; • Orientação Certa; • Forma Certa; • Resposta Certa. E as três leituras: • 1ª - ao retirar o medicamento da gaveta/armário; • 2ª - antes de administrar o medicamento; • 3ª antes de desprezar o frasco. REFERÊNCIAS BARROS, Alba L. B L. Procedimentos de enfermagem para a prática clínica. Porto Alegre: Grupo A, 2019. E-book. ISBN 9788582715727. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582715727/. Acesso em: 04 jul. 2025. BRASIL. Conselho Federal de Enfermagem. Registros de enfermagem no exercício da profissão. Brasília, DF: Cofen, 2024. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2024/02/Registros-de-Enfermagem-no-Exercicio-da-Profissao.pdf. Acesso em: 5 jul. 2025. PERRY, Anne G. Perry & Potter Guia Completo de Procedimentos e Competências de Enfermagem. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. E-book. ISBN 9788595158047. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595158047/. Acesso em: 04 jul. 2025. ANEXO I - Checklist de materiais para treinamento de habilidade ANEXO II - Roteiro para avaliação da habilidade

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

TRABALHO PRONTO - PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

  PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL Roteiro Aula Prática 2 ROTEIRO DE AULA PRÁTICA NOME DA DISCIPLINA: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL Unidade: 1 – O que uma criança aprende quando brinca? Aula: 2 – Os aspectos lúdicos e as experiências no desenvolvimento cognitivo, intelectual, emocional, social e motor. OBJETIVO Para promover a reflexão crítica e prática sobre o papel do professor na Educação Infantil com ênfase no cuidado, na escuta e na atitude responsiva, compreendendo como esses gestos contribuem para o desenvolvimento integral da criança, realize as etapas desta atividade. PROCEDIMENTO/ATIVIDADE ATIVIDADE PROPOSTA: ATIVIDADE 1 – Roteiro Reflexivo e Interativo: Cuidar, Ouvir e Responder 1. Leitura e Roda de Conversa Inicial (presencial ou virtual síncrona) Organize um momento de leitura e debate a partir de um texto-base (indicação do professor) que aborde o cuidado como dimensão constitutiva do ato educativo na primeira infância. Após a leitura, oriente os ...

tcc pronto faculdade IBRA

  TÍTULO DO TRABALHO: Subtítulo, quando houver [1] (Escrito em negrito, fonte tamanho 16, cor preta, caixa alta, caso insira subtítulo ele deve ser separado do título por dois pontos e apenas sua primeira letra ser escrita em caixa alta) Insira seu nome completo aqui [2] (Escrito em negrito, fonte tamanho 12, cor preta, caixa alta somente nas iniciais) Faça duas notas de rodapé, sendo a primeira no final do título (ou subtítulo) do trabalho com as informações referentes a seu curso. A segunda nota deve conter seu curso, conforme exemplo. Declaro que o trabalho apresentado é de minha autoria, não contendo plágios ou citações não referenciadas. Informo que, caso o trabalho seja reprovado duas vezes por conter plágio pagarei uma taxa no valor de R$ 250,00 para terceira correção. Caso o trabalho seja reprovado não poderei pedir dispensa, conforme Cláusula 2.6 do Contrato de Prestação de Serviços (referente aos cursos de pós-graduação lato sensu , com exceção à Engenharia de S...

MAPA – Material de Avaliação Prática da Aprendizagem

  MAPA – Material de Avaliação Prática da Aprendizagem   Acadêmico: R.A. Curso: Disciplina: Bioestatística e Epidemiologia Valor da atividade: Prazo:   Instruções para Realização da Atividade 1.      Todos os campos acima deverão ser devidamente preenchidos; 2.      É obrigatória a utilização deste formulário para a realização do MAPA; 3.      Esta é uma atividade individual. Caso identificado cópia de colegas, o trabalho de ambos sofrerá decréscimo de nota; 4.      Utilizando este formulário, realize sua atividade, salve em seu computador, renomeie e envie em forma de anexo; 5.      Formatação exigida para esta atividade: documento Word, Fonte Arial ou Times New Roman tamanho 12, Espaçamento entre linhas 1,5, texto justificado; 6.      Ao utiliza...