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RESUMO DE RECUPERAÇÃ



 ORIENTAÇÕES E MODELO DO RESUMO DE RECUPERAÇÃO O aluno que se encontra de recuperação deverá realizar um resumo do material didático da disciplina em que não alcançou a nota mínima para aprovação. 1. EXIGÊNCIAS:  De 2 a 4 laudas (páginas)  Deverá ser realizado em formato Word;  Espaçamento entre linhas de 1,5 cm, conforme as exigências da ABNT.  O texto deverá ser corrido, isto é, não devem ser feitas separações físicas entre as partes do Resumo (como a subdivisão do texto em síntese, análise e julgamento, por exemplo). 2. EXEMPLO DE CABEÇALHO: Título do Resumo (Nome da Disciplina – Centralizado, Arial ou Times New 12, Negrito e Letras MAIÚSCULAS) (Nome do autor) 3. EXEMPLO DE REFERÊNCIA: Ao final do resumo, você deverá fazer a referência. Por exemplo: EDITORA PROMINAS E ORGANIZADORES. Curso. In: NOME DA DISCIPLINA, Módulo (coloque aqui o número do seu módulo). Página (p.). EDITORA PROMINAS E ORGANIZADORES. Administração Escolar e Planejamento. In: PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO EDUCACIONAL, Módulo 3. P.3 – 55. 4. MODELO: SOCIOLOGIA BRASILEIRA Renata Campos Na apostila sobre a Sociologia Brasileira o objetivo central do autor é fornecer uma concepção geral sobre esse saber enquanto ciência, quais foram os seus principais expoentes e como a sociologia se relaciona com a análise social da realidade brasileira. Na parte inicial, portanto, conceitua a formulação da sociologia como uma resposta cognoscitiva aos fenômenos sociais tal como foi a das ciências da natureza para os fenômenos naturais. Isto é, a sociologia se caracteriza por ser um saber científico que pretende tratar com rigor a investigação sobre a sociedade. Nesse empreendimento, para dar corpo à sociologia como ciência, foram fundamentais Augusto Comte, Émile Durkheim, Max Weber e as correntes teóricas provenientes do Marxismo. No que diz respeito ao contexto brasileiro, destacam-se os sociólogos Florestan Fernandes e Fernando Henrique Cardoso. Até o fim da ditadura militar, a crítica sociológica concentrou-se nas grandes questões políticoeconômicas. Embora elas não tenham desaparecido, após a deflagração da redemocratização, a ênfase passou a ser o estudo dos movimentos sociais que objetivavam a transformação da política e a busca pela liberdade e superação das desigualdades sociais. Os contornos introdutórios da sociologia moderna atribuem-se a obra de Comte (198-1857), cujo pensamento ficou conhecido como "positivista", devido ter se baseado nos critérios emprestados das ciências positivas, a saber, as ciências naturais e exatas, afastando as crenças, superstições ou quaisquer espécies de subjetivismo. Dessa doutrina se sobressaem a lei dos três estágios, a doutrina da ciência e a sociologia como física social. Se na natureza há leis, na sociedade também há. Os três estágios de Comte visam demonstrar caminhos distintos para tentar assimilar essas leis, quais sejam: teológico ou fictício, no qual as circunstâncias sociais são associadas ao sobrenatural; metafísico, no qual se parte de essências ou princípios impessoais, porém ainda assim supranaturais; científico, no qual a explicação natural do que acontece é mais fundamental do que o porquê as coisas acontecem. Nesse último estágio, a sociologia pode como ciência compreender as leis sociais porque as estuda de maneira criteriosa e limitada àquilo que o saber científico pode conhecer. Assim, a sociologia se define como física social. Émile Durkheim (1855-1917) também deu contribuições à sociologia, tanto que a partir dele se fala em “Sociologia científica”. Em As regras do Método Sociológico (1895), sua magnum opus, Durkheim intenta constituir a sociologia como ciência autônoma e, para tal, dizia ainda ser necessário definir com maior precisão o objeto da sociologia. Ele o definiu como sendo o estudo dos "fatos sociais" (modos de agir, pensar e sentir exteriores ao indivíduo). Três características podem ser discernidas dos fatos sociais: generalidade, comuns aos indivíduos de um grupo; exterioridade, o fato social decorre independente da vontade de um indivíduo em particular; coercitividade, os indivíduos se sentem pressionados a seguir o comportamento socialmente estabelecido. A questão do suicídio, por exemplo, enquanto objeto sociológico, deve ser entendida não como uma idiossincrasia, mas como impulsionada por circunstâncias sociais específicas, como as condições ambientais e econômicas, as quais, como reza a definição de fato social, são externos e gerais, não restritas ao indivíduo. Dentre as principais obras de Max Weber (1864-1920), pensador relevante para o aprofundamento da formulação da sociologia como ciência, sobreleva-se a “Ética Protestante e o Espírito Capitalismo” (1905). Em linhas gerais, a reflexão weberiana se desenvolve como alternativa a compreensão marxista de que as condições materiais é que são determinantes e não à cultura, donde provém a noção de “espírito”. A tipologia usada por Weber, no contexto de sua teoria da ação social, que a enxerga como multifacetada (racional com relação a um fim, racional com relação a um valor, efetiva - ditada pelo humor e ânimo do sujeito -, tradicional - guiada por hábitos, costumes e crenças), entende a ética protestante como influenciando o desenvolvimento capitalista e não apenas o sistema capitalista como se impondo em via única como força material subversiva e constituinte da super estrutura. Subjacente à essa análise de Weber, portanto, está a sua concepção de "Tipo Ideal" que se constitui como um instrumento metodológico cuja função é comparar os casos particulares dos fenômenos sociais e o modelo representado pelo tipo ideal. É nessa perspectiva que Weber entende que a ética calvinista influenciou o progresso do capitalismo, porque a tipologia das crenças se acopla às necessidades concretas do sistema econômico então emergente. O já citado pensamento marxista, cuja origem retoma Karl Marx (1818- 1883) e de recepção posterior em autores como Lois Althusser e Antonio Gramsci, faz da sociologia não apenas um recurso compreensivo de como funciona a sociedade, mas institui um saber capaz de denunciar a exploração do trabalhador, desvelando na dinâmica das relações sociais uma relação de permanente conflito entre classes oprimidas e classes opressoras. Essas últimas, por sua vez, por controlarem o sistema de produção material, acabam por controlar também as consciências e subjugar aqueles que trabalham, mas são expropriados em suas riquezas, ficando alienados ao que realmente é produzido e o que se obtém de lucro. Nesse sentido, a sociologia expõe a gênese da revolução burguesa como a apropriação dos meios materiais, no contexto de um sistema capitalista. O caso brasileiro não difere muito do quadro geral instalado na Europa, trata-se apenas do aprofundamento daquelas desigualdades sociais. Por isso, o pensamento marxista estimulou uma série de movimentos sociais a contestarem a ordem social estabelecida. A sociologia no Brasil, partícipe da tradição dos grandes autores citados, é dividida de um modo geral em duas grandes categorias: 1) A herança histórico-cultural da Sociologia. 2) Etapa contemporânea da Sociologia. Dentro da primeira se incluem o período dos pensadores sociais, que se debruçaram sobre a formação do estado e a questão da identidade nacional; a sociologia de cátedra, que se caracteriza pela adoção da disciplina Sociologia nas faculdades, especialmente nas Escolas Normais. Durkheim e Dewey foram os mais influentes no instrumental teórico ministrado. Na segunda, conhecida como a etapa contemporânea da sociologia no Brasil, a disciplina ora entendida como auxiliar no período de cátedra, agora é vista de modo mais autonômo, como no caso de 1933 com a criação de Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Dentre os principais estudiosos brasileiros, Florestan Fernandes é de estudo incontornável. O pensamento dele é dividido em quatro etapas: a) etapa de formação (1941-1952), b) sociologia na era da revolução social (1952-1967), c) etapa da reflexão sobre a revolução burguesa no Brasil (1967-1986), d) militância cidadã (1986). Comum a toda essa vasta produção é de se mencionar o referencial constante do desenvolvimento capitalista e o estabelecimento da responsabilidade do intelectual no que diz respeito à compreensão das condições sociais presentes, sempre almejando transformá-las. Fernando Henrique Cardoso, ao lado de Florestan Fernandes, é digno de destaque. Há quatro momentos em sua obra que estão relacionados a diferentes temas de reflexão, quais sejam: a) o estudo da sociedade escravocrata brasileira e as condições raciais no Brasil (1955-1961), b) A reflexão sobre o desenvolvimento brasileiro (1961-1963), c) a análise da dependência estrutural da sociedade brasileira no contexto da dependência latino americana (1965-1972), d) o modelo político autoritário brasileiro e as possibilidades e tarefas da redemocratização (1971 até o presente). Após pontuar as principais divisões e elementos da sociologia brasileira, a apostila segue sua exposição ao apresentar os temas principais da sociologia, os quais envolvem noções como a de Comunidade (que pressupõe grupos sociais com laços afetivos, cuja replicação de tradições históricas e culturais decorrentes de grandes centros urbanos instiga a reflexão); Sociedade (não estruturas sob o signo do afeto, mas na burocratização das relações sociais como independentes); Cidadania (em que os indivíduos pertencentes à sociedade precisam desenvolver a consciência de seus direitos e deveres, no limite entre o individualismo e o exercício da coletividade); Cultura (não existe a cultura, mas diferentes manifestações culturais inerentes às relações sociais); As instituições Sociais, tais como a Igreja e o Estado, que são vitais para o funcionamento do organismo social. Através das instituições são mediados os conflitos, são gestados os diferentes serviços sociais indispensáveis à saúde, educação, segurança e outros grandes temas da vida que passam pela organização das inúmeras instituições sociais existentes. Nesse sentido, a apostila apresenta um amplo leque de conhecimentos que perpassam a formulação da sociologia como ciência, a importância dessa reflexão no contexto científico e acadêmico brasileiro, além de expor temas centrais ao estudo da Sociologia. Referência Bibliográfica: EDITORA PROMINAS E ORGANIZADORES. Filosofia & Sociologia. In: Sociologia Brasileira, Módulo 4. 2017, p.43.

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